Entre raspar o cabelo e a falta de absorventes, mulheres lideram luta contra o coronavírus


Médicas chinesas têm cortado ou raspado todo o cabelo para facilitar o trabalho (Foto: Instagram / Sophia Li)

Com tantas notícias sobre o vírus que tem mantido a população mundial dentro de casa, não é uma surpresa ver mulheres indo além para ajudar a manter o mundo girando. Na luta contra o Coronavírus, uma jornalista mostrou a realidade de médicas chinesas que têm feito de tudo para se manterem ativas na briga contra a doença. 

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Sophia Li, jornalista e diretora multimídia, usou as suas redes sociais para compartilhar uma série de imagens dessas médicas, que têm trabalhado dia e noite, incessantemente, para ajudar no controle e combate à doença no país. 

Em sua página no Instagram, ela conta como 90% das pessoas à frente dessa batalha nos hospitais chineses são mulheres e, por conta das roupas de proteção e dos poucos recursos disponíveis, estão adotando medidas extremas para não deixarem os atendimentos de lado nem um minuto.

Entre cortarem o próprio cabelo ou rasparem completamente a cabeça, usarem fraldas geriátricas para evitarem ir ao banheiro e lidarem com as muitas camadas de roupa difíceis de tirar, elas estão até mesmo tomando pílulas anticoncepcionais para adiar a menstruação em um mês ou mais. "Mulheres serão para sempre guerreiras pela humanidade", escreveu ela. 

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Sophia não é a única reportando sobre as mulheres na linha de frente na China. Segundo reportagem do jornal norte-americano 'The New York Times’, o momento mais complicado para as médicas e enfermeiras em uma das cidades epicentro da pandemia, na província de Hubei, foi quando precisaram conversar com seus superiores, a maioria homens, sobre buscarem ajuda para comprar absorventes durante o ciclo menstrual. 

Por conta do isolamento completo de muitas cidades chinesas, alguns recursos básicos como esse se tornaram de difícil acesso - existem notícias, inclusive, de hospitais chineses implorando por novos carregamentos de máscaras, tanto para proteger a própria equipe médica, quanto para prevenir a proliferação da doença por lá.