Médico de SC é preso acusado de importunação sexual contra paciente em consultório

Importunação sexual: Segundo polícia, profissional teria forçados beijos e toques íntimos na paciente - Foto: Getty Images
Importunação sexual: Segundo polícia, profissional teria forçados beijos e toques íntimos na paciente - Foto: Getty Images

Um médico clínico-geral foi preso em flagrante, na quarta-feira (26), por suspeita de importunação sexual contra uma paciente durante atendimento em uma unidade de saúde de Belmonte, no Oeste de Santa Catarina. Segundo a Polícia Civil, o caso é investigado e corre em segredo de Justiça.

Cleverson Müller, delegado responsável pelo caso, informou que o homem ficou em silêncio durante o interrogatório feito pela polícia e foi solto na quinta-feira (27), em audiência de custódia, mediante fiança e outras medidas cautelares.

A vítima contou à Polícia Militar (PM) que procurou a unidade de saúde do município para realizar uma consulta médica, pois já fazia alguns dias que sentia dor na região dos rins.

“Ela relatou que foi atendida pelo profissional de saúde e, que, de imediato, percebeu que ele trancou a porta do consultório”, diz o relatório da Polícia Militar.

A Secretaria de Saúde de Belmonte informou em nota que, assim que tomaram conhecimento do relato, "imediatamente foram adotadas as medidas de amparo e resguardo da suposta vítima".

A pasta afirma que o profissional é terceirizado e não integra o quadro funcional da Prefeitura.

Os relatos recebidos, segundo a Polícia Civil, dão conta que o homem é suspeito de ter praticado "atos libidinosos consistentes", como "beijos na boca e massagens no pescoço e próximo às nádegas".

O caso, configura como crime de importunação sexual, cuja pena é de até cinco anos de reclusão. Além da vítima, testemunhas foram ouvidas e documentos analisados.

Nota da prefeitura

“A Administração Municipal de Belmonte e a Secretaria de Saúde do município, frente ao fato ocorrido na tarde desta quarta-feira (26), na Unidade de Saúde Central, fazem saber que:

- Assim que houve o relato do fato às profissionais da Unidade de Saúde, imediatamente foram adotadas as medidas de amparo e resguardo da suposta vítima;

- Essa recebeu, imediatamente, todas as orientações necessárias para situações às quais fora exposta;

- Prontamente, foi orientada e acompanhada à Delegacia de Polícia Civil do município para o Registro de Boletim de Ocorrência;

- O fato agora está sob investigação da Polícia Civil e a Administração Municipal e Secretaria de Saúde estão colaborando com o trabalho dos agentes e da Justiça;

- O profissional acusado não integra o quadro funcional da Prefeitura, mas é terceirizado através de uma Cooperativa;

- Condena veementemente todo e qualquer ato de desrespeito à população e aos seus servidores;

- A partir dessa nota, a Administração e Secretaria de Saúde não mais farão menção ao ocorrido, por se tratar de apuração/investigação sob segredo de Justiça;

- Sendo para o momento, reiteramos nosso apoio à vítima e seus familiares e que o caso possa ser elucidado o mais rápido possível”, diz o documento.