Médico preso por manter paciente em cárcere negociava pacotes de cirurgias plásticas

Médico Bolívar Guerrero Silva mantinha paciente em cárcere privado após erro em cirurgia plástica(Foto: Reprodução/TV Globo)
Médico Bolívar Guerrero Silva mantinha paciente em cárcere privado após erro em cirurgia plástica. (Foto: Reprodução/TV Globo)

Preso sob a acusação de manter uma paciente em cárcere privado após erro médico em uma cirurgia plástica, o cirurgião equatoriano Bolívar Guerrero Silva ofertava nas redes sociais um pacote de cirurgias plásticas com pagamentos facilitados em um carnê. A oferta foi batizada de "x-tudão".

A prisão do médico foi prorrogada nesta sexta-feira (22) após ele passar por uma audiência de custódia. O consultório de Guerrero no Hospital Santa Branca, em Duque de Caxias (RJ), onde a paciente teria sido mantida em cárcere, dispunha de um time de divulgadoras do seu trabalho. Elas eram responsáveis por atrair clientes interessadas através das redes sociais oferecendo procedimentos estéticos com preços abaixo do mercado e com facilidade no pagamento. As divulgadoras do médico eram orientadas a vender o máximo de cirurgias que conseguissem por cliente.

Aderindo ao pacote X-Tudão, a paciente teria direito a quatro procedimentos: Lipoaspiração Abdominoplastia, Lipoenxertia e Mastopexia.

CARNE
Cirurgia plástica eram ofertadas em pacotes pela clinica do médico Bolívar, que facilitava o pagamento através de carnês. (Foto: Reprodução/Facebook).

O pagamento dos procedimentos poderia ser feito à vista, parcelado no cartão ou até mesmo utilizando-se de um carnê que era disponibilizado pela clínica todas as terças e quartas com uma consulta incluída. A cliente pagava R$ 1 mil de entrada, que dava acesso ao carnê. O valor restante poderia ser distribuído em até 12 parcelas ou ainda em valores menores, ficando o saldo para ser quitado no dia da cirurgia.

Cárcere privado

A paciente Daiana Cavalcanti teve complicações depois de passar por uma abdominoplastia realizada por Bolívar Guerrero Silva em junho no Hospital Santa Branca. Segundo a polícia, ele mantinha a mulher em cárcere privado impedindo que ela fosse transferida de hospital. Ela conseguiu ser levada nesta quinta-feira (21) para o Hospital Geral de Bonsucesso, na Zona Norte do Rio.

Bolívar já responde a pelo menos 19 processos na Justiça por erros médicos. Depois da repercussão do caso de Daiana, outras 11 mulheres já compareceram à Delegacia da Mulher de Duque de Caxias para denunciar o médico.

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