Médicos criticam Bolsonaro e Guedes por Reforma Tributária: “Não admitimos desfeitas ou traições”

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Brazilian President Jair Bolsonaro (L) and his Finance Minister Paulo Guedes talk during the signing ceremony of the Provisional Measure to improve the business environment in Brazil, at Planalto Palace in Brasilia, on March 29, 2021. - Bolsonaro faces a severe crisis between his foreign Minister Ernesto Araujo and the National Congress where he is the target of criticism for the way he has conducted the Brazilian foreign policy. (Photo by EVARISTO SA / AFP) (Photo by EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Associação Médica Brasileira divulgou carta aberta para Jair Bolsonaro e para Paulo Guedes (Foto: Evaristo Sá/AFP via Getty Images)
  • Associação Médica Brasileira fez duras críticas ao presidente Jair Bolsonaro e a Paulo Guedes pela Reforma Tributária

  • Segundo médicos, mudanças aumentariam os custos da medicina no país, o que geraria problemas para profissionais da Saúde e pacientes

  • Em carta aberta, AMB disse não aceitar "traições"

A Associação Médica Brasileira fez duras críticas ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e ao ministro da Economia, Paulo Guedes, por causa da Reforma Tributária. Em uma carta aberta, os profissionais da Saúde demonstram insatisfação com a possibilidade de sofrerem consequências financeiras com a mudança no sistema de tributos.

Os médicos que assinam a carta afirmam ser favoráveis à Reforma Tributária, mas não querem ser incluídos nas mudanças. A justificativa é a covid-19.

“A Associação Médica Brasileira (AMB) e os 550 mil médicos do País defendem historicamente uma Reforma Tributária que traga justiça econômica, que simplifique a tributação e promova o reequilíbrio na distribuição de cobrança, com vistas a garantir a inclusão social, a favorecer investimentos em produção e à criação de empregos”, diz a carta.

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Segundo a AMB, os médicos não querem privilégios, mas respeito. “Em momentos difíceis, como o que atravessamos agora com a Covid-19, estamos na linha de frente, mesmo que expondo nossas vidas e de nossos familiares. Não queremos privilégios, mas exigimos respeito e justiça.”

Com a atual reforma, proposta pelo governo Bolsonaro, haveria aumento de 100% nos serviços médicos, o que geraria um aumento de gastos da população com saúde, segundo a carta.

“Não admitimos desfeitas ou traições. O que nos entregam hoje, com a atual reforma, é o aumento de mais de 100% para os serviços médicos, punindo a população com inevitável repasse e inviabilizando a qualidade e a dedicação às quais a sociedade têm direito.”

A AMB reclama ainda que a Reforma Tributária deve gerar “complexidade e burocracia”, o que seria, na opinião dos médicos, “absolutamente contrário aos apelos de todos os cidadãos por simplificação das regras de recolhimento de impostos”.

Na carta, os médicos reafirmam que são a favor da Reforma Tributária, mas apenas dos “pontos racionais” do texto. “Rechaçamos todas e quaisquer propostas que venham ampliar custos aos serviços médicos e que tragam desassistência e mais problemas aos pacientes.”

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