Médicos que defenderam vacina para crianças têm dados pessoas vazados

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Deputada bolsonarista Bia Kicis (PSL-DF) compartilhou as informações dos médicos nas redes sociais - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Deputada bolsonarista Bia Kicis (PSL-DF) compartilhou as informações dos médicos nas redes sociais - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
  • Dados pessoais de três médicos que se posicionaram a favor da vacinação de crianças foram vazados

  • Informações estavam com o Ministério da Saúde. Paste nega saber como vazamento aconteceu

  • Bia Kicis, deputada bolsonarista, assume que compartilhou as informações em grupos de Whatsapp

Isabella Ballalai, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Marco Aurélio Sáfadi, da Sociedade Brasileira de Pediatria, e Renato Kfouri, diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações, estiveram na audiência pública organizada pelo Ministério da Saúde na última terça-feira (4) para defender a vacinação de crianças.

Segundo a colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, após a participação, os dados pessoais dos três profissionais da saúde foram vazados nas redes sociais, em grupos de bolsonaristas, com posicionamento antivacina.

Os dados estavam em posse do Ministério da Saúde. Entre as informações estavam número de telefone celular, email e CPF, além de declarações de conflito de interesses – uma praxe no meio médico antes de profissionais da saúde participarem de eventos como este.

Em entrevista ao Globo, a deputada Bia Kicis (PSL-DF) admitiu que compartilhou as declarações em um grupo de Whatsapp, mas negou que tenha sido responsável pelo vazamento. As informações teriam sido repassadas pelo próprio Ministério da Saúde, segundo Bia Kicis.

“Compartilhei em um grupo de zap de médicos. Quando me avisaram no Ministério da Saúde que alguém havia postado, pedi imediatamente que quem o fez removesse. Mas o ministério me informou que os documentos iriam para o site. Por isso entendi que eram públicos”, explicou.

Após o vazamento, Rosana Leite de Melo, secretária extraordinária de enfrentamento à Covid do Ministério da Saúde, garantiu que não autorizou que os documentos fossem divulgados. A secretária prometeu a médicos que o vazamento seria investigado. Até o momento, nenhum procedimento de apuração foi instalado.

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