Medidas de última hora do governo Bolsonaro custarão de R$ 10 bi a R$ 15 bi, diz Haddad

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta segunda-feira que medidas tomadas no apagar das luzes do governo Jair Bolsonaro custarão entre R$ 10 bilhões a R$ 15 bilhões à gestão Lula. Esse impacto já é dado e independe da revogação de qualquer ato, como o que já começou a ser feito pelo Executivo.

— (O impacto é) entre R$ 10 bilhões e R$ 15 bilhões. Considerando o que nós imaginamos hoje que é irrecuperável, a não ser que haja uma suspensão das medidas pelo Judiciário — afirmou, em rápida conversa com jornalistas após tomar posse. — O prejuízo está feito.

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O governo Bolsonaro tomou na última semana pelo menos medidas com impacto sobre as contas públicas por meio de isenções. O governo Bolsonaro zerou, por exemplo, as alíquotas de PIS e Cofins do setor aéreo.

No penúltimo dia do ano, uma outra medida reduziu à metade o imposto cobrado sobre as receitas financeiras das empresas que adotam a tributação do lucro real, as maiores do país. Essa medida foi revogada hoje, mas seu impacto fica por pelo menos 90 dias.

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Mesmo com a revogação, o impacto ocorre porque isso é considerado um aumento de imposto, no qual é exigido uma noventena antes da medida passar a valer.