Medidas contra pandemia estão dando resultado, afirma presidente do governo espanhol

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O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez
O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez

O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, garantiu neste domingo (22) que as medidas adotadas para combater a segunda onda da pandemia da covid-19 estão dando resultado e detalhou a estratégia de vacinação nos primeiros meses de 2021.

O número de casos de covid-19 caiu para menos de 400 por 100.000 habitantes nas últimas duas semanas, enquanto no início de novembro era de 530 positivos por 100.000 habitantes.

“A estratégia está funcionando”, comemorou o líder socialista, referindo-se às medidas adotadas pelo governo de coalizão do PSOE e Unidas Podemos (esquerda radical), como o restabelecimento do estado de alerta.

Depois de ter colocado em prática um dos mais rígidos confinamentos da Europa na primavera, o poder Executivo espanhol não confinou todo o país novamente e deixou a adoção de restrições, como toques de recolher noturnos ou confinamentos de perímetro, aos governos autônomos.

Sánchez também detalhou o plano de vacinação do governo, após anunciar na sexta-feira que uma parte "muito significativa" da população já terá sido vacinada em meados de 2021.

"A capacidade do sistema de saúde de vacinar em um curto espaço de tempo é francamente excelente e nos dá confiança de que podemos cumprir essa meta ambiciosa", disse o presidente em coletiva de imprensa virtual no Palácio de la Moncloa, em Madri.

A estratégia, segundo Sánchez, terá início em janeiro em 13 mil postos de vacinação em todo o país.

O chefe do Executivo lembrou que esses mesmos postos permitiram recentemente que 14 milhões de pessoas fossem vacinadas contra a gripe sazonal, enquanto 10 milhões de espanhóis receberam a vacina em 2019.

O governo pretende aprovar a estratégia de vacinação nesta terça-feira no conselho de ministros.

Mais de 42.600 pessoas morreram e 1,5 milhão foram infectadas com o coronavírus na Espanha, o quarto país europeu com o maior número total de mortes, atrás apenas de Reino Unido, Itália e França.

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