Medidas mais rígidas contra Covid na Inglaterra devem durar algum tempo, indica ministro

Elizabeth Piper
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Por Elizabeth Piper

LONDON (Reuters) - Londres e o sudeste da Inglaterra podem ficar sob restrições mais rígidas para conter o coronavírus por algum tempo, sugeriu o ministro da saúde do Reino Unido, Matt Hancock, neste domingo, acrescentando que foi necessário suspender os planos de afrouxamento das restrições para o Natal devido ao avanço de uma nova cepa do vírus de rápida disseminação.

O governo enfrentou críticas por impor praticamente um lockdown a mais de 16 milhões de pessoas poucos dias antes do Natal, mas Hancock disse que a decisão de sábado foi tomada rapidamente depois que novas evidências mostraram que a nova cepa foi responsável por uma espiral de casos de Covid-19.

A nova cepa, que as autoridades dizem ser até 70% mais transmissível do que a original, também levou vários países europeus a colocar restrições às viagens de e para o Reino Unido.

No sábado, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, cancelou abruptamente os planos de permitir que três famílias se misturassem dentro de casa por cinco dias durante o período festivo, e impôs novas restrições de nível 4 --semelhantes a um lockdown nacional de março-- em Londres e no sudeste da Inglaterra.

Hancock sugeriu que as medidas mais duras --que exigem que cerca de um terço da população da Inglaterra permaneça em casa, exceto por razões essenciais, como o trabalho-- podem permanecer em vigor até que as vacinas se tornem mais amplamente disponíveis.

"Temos um longo caminho a percorrer para resolver isso", disse Hancock à Sky News.

"Basicamente, temos que implementar essa vacina para manter as pessoas seguras. Dada a rapidez com que essa nova variante se espalha, será muito difícil mantê-la sob controle até que a vacina seja aplicada."

Logo depois que Johnson anunciou as mudanças na tarde de sábado, alguns moradores de Londres seguiram para as estações de trem da capital para tentarem viajar para ver parentes no Natal, e houve cenas de aglomeração -- algo que Hancock chamou de "totalmente irresponsável".

As novas regras entraram em vigor neste domingo.