Medidas de segurança contra a Covid-19 são fundamentais para curtir o verão

Evelin Azevedo
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Foto: Custódio Coimbra / Agência O Globo

O verão começa oficialmente amanhã, mas o calor já acompanha os moradores do Rio há alguns meses. Ficar dentro de casa com as altas temperaturas é um desafio e tanto, mas este é um momento para refletir muito bem antes de colocar os pés na rua. Com os casos de Covid-19 voltando a subir, é preciso redobrar os cuidados.

— Esse ano está sendo atípico, e as pessoas devem considerar que talvez seja necessário abrir mão de férias tradicionais para se proteger e proteger os outros — afirma Ana Helena Figueiredo, infectologista da Iron.

A palavra de ordem é evitar aglomeração. Por isso, as famílias devem analisar muito bem o local onde vão se divertir neste verão, para diminuir os riscos de contaminação pelo novo coronavírus. Apesar de ambientes abertos serem melhores do que os fechados, é sempre importante evitar estar próximo de muitas pessoas, como em praias ou piscinas lotadas. O ideal é manter dois metros de distância de pessoas que não sejam do seu convívio familiar, sempre usando máscara e higienizando as mãos com água e sabão ou álcool gel.

— É preciso lembrar que o álcool no sol aumenta as chances de provocar queimaduras na pele. Por isso é importante tomar muito cuidado — alerta Ana Sodré, epidemiologista e clínica geral.

Para quem pretende viajar, o ideal é ir com veículo próprio, para diminuir o risco de contaminação. Se alguém da família estiver com sintomas, como tosse ou febre, o melhor é adiar o passeio.

O mesmo vale para festas, inclusive ao ar livre. Se houver muita gente, evite ir. Mesmo que haja poucas pessoas, use máscara e fique distante de pessoas que estejam cantando sem nenhum tipo de proteção, pois você estará exposto.

— Sem dúvida, as medidas de prevenção fogem ao nosso cotidiano, mas, tomados os devidos cuidados consigo e com os demais, temos a possibilidade de reduzir a incidência da doença até que a vacina esteja disponível para toda população — diz Ana Helena.

Está chegando o Natal, evento que normalmente costuma reunir muitas pessoas da mesma família dentro de uma casa. No entanto, a festa deste ano deve ser repensada, principalmente por aqueles que vivem com pessoas com mais risco de desenvolver a versão grave da Covid-19 em caso de infecção. Isso porque os abraços e beijos, comuns na data, são um grande risco para a transmissão da doença.

O ideal é que as famílias que vão se juntar já estabeleçam as regras antes do dia comemorativo, a fim de evitar dores de cabeça em plena noite de Natal.

Na visão de Ana Sodré, pessoas que não queiram seguir as regras sanitárias devem ser banidas das festas.

— Não acredito que pessoas que queiram passar a doença ou a se expor a riscos esteja no espírito das celebrações de fim de ano. Porque uma pessoa infectada pode contaminar todo mundo. A maior demonstração de amor é evitar colocar as pessoas em risco.

Pequenas adaptações podem ser realizadas nas festas de fim de ano para torná-las mais seguras. Vale o esforço para proteger a si mesmo e à sua família, visando a saúde de todos. Lembre-se que mais de 185 mil pessoas não poderão comemorar estas datas porque se infectaram e morreram. Evite ao máximo que isto aconteça na sua família.

Antes de viajar, verifique se o seu local de destino tem requisitos ou restrições para viajantes

Não frequente locais com chance de aglomeração, como restaurantes, bares e locais turísticos

Hospedagem

Sempre utilize máscaras nos ambientes de acesso comum aos hóspedes e higienize bem as mãos ao voltar para o quarto ou antes de comer ou tocar no rosto

Prefira permanecer em áreas abertas e arejadas das hospedarias

Fonte: Fiocruz e Centro Para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos