Medo de perder o emprego nos próximos três meses atinge quase metade da população do estado do Rio

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O medo de perder o emprego nos próximos três meses atingiu 49,8% da população do Estado do Rio, segundo um levantamento feito pelo Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec RJ). O índice sofreu duas quedas mensais, após alcançar os percentuais de 62,1% em março, quando atingiu o recorde na série história, e de 60,1%, em abril. Realizada na última quinzena de maio, a sondagem contou com a participação de 321 consumidores. Os fluminenses também ficaram mais confiantes com a economia em geral, no estado.

Questionados sobre as expectativas em relação à retomada da economia no próximo trimestre, o percentual consumidores que estão confiantes ou muito confiantes saltou de 21,6%, em abril, para 29,9%, em maio. Com relação à confiança na economia nacional, cerca de 35,2% dos consumidores entrevistados se mostraram confiantes ou muito confiantes, índice superior ao constatado em abril (25,9%).

O percentual de consumidores que acreditam em algum tipo de redução da renda familiar apresentou uma nova redução, indo de 50,2% para 37,7%. Em março, essa porcentagem era de 60,8% dos entrevistados. As duas quedas consecutivas acumulam uma diminuição de 23,1 pontos percentuais.

O otimismo acontece apesar do endividamento em alta. O total de fluminenses que se disseram endividados ou muito endividados subiu de 52,1%, em abril, para 57,6%, em maio. Os que se dizem pouco endividados se manteve estável em 21,8%. Já o percentual de consumidores não endividados caiu de 26,1% para 20,6%.

A porcentagem de consumidores inadimplentes ou com muitas restrições apresentou um pequeno aumento nessa pesquisa: de 37,4% para 40,5%. O índice de fluminenses pouco inadimplentes diminuiu de 20,4% para 18,1%. Já o número de cidadãos sem restrições praticamente se manteve: de 42,2% para 41,4%.

Entre os que se declararam inadimplentes, o cartão de crédito segue na liderança (62,6%), seguido pelas contas de luz, gás, água, internet e telefone (47,3%), escolas, faculdades e cursos (25,8%), pelo cheque especial (24,7%) e aluguel (23,6%).

Ainda assim, perguntados sobre os gastos com bens duráveis, 36,7% dos consumidores afirmaram que pretendem aumentar esse tipo de consumo. Em abril, eram 34,4%, e em março, 41,9%. Outros 30,3% responderam que esperam gastar menos. Em março, eram 34,4%, e em abril, 34,7%. Já 33% pretendem manter esses gastos. Na sondagem anterior, foram 31,2%, e em março, 23,4%.