Medvedev sugere que Rússia espere até EUA implorarem por discussão sobre armas nucleares

Dmitry Medvedev durante desfile militar do Dia da Vitória em Moscou

(Reuters) - O ex-presidente da Rússia Dmitry Medvedev disse nesta segunda-feira que não faz sentido ter qualquer conversa sobre redução de armas nucleares com os Estados Unidos e que Moscou deveria esperar até que os norte-americanos implorem por negociações.

Rússia e Estados Unidos, de longe as maiores potências nucleares do mundo, negociaram uma série de grandes tratados estratégicos de redução de armas nucleares desde que Ronald Reagan chegou ao poder nos EUA em 1981.

Mas a invasão da Ucrânia pela Rússia provocou a ruptura mais séria nas relações entre a Rússia e o Ocidente desde a crise dos mísseis cubanos de 1962, quando muitas pessoas temiam que o mundo estivesse à beira de uma guerra nuclear.

Medvedev, enquanto presidente de 2008-2012, assinou o Novo Start (Tratado de Redução de Armas Estratégicas) em 2010 com Barack Obama em Praga, que foi prorrogado em fevereiro de 2021 por cinco anos até 2026.

"Agora tudo é uma zona morta. Não temos nenhuma relação com os Estados Unidos agora. Está em zero na escala Kelvin", disse Medvedev no Telegram a respeito de discussões sobre um novo tratado estratégico de redução de armas nucleares.

"Não há necessidade de negociar com eles (sobre desarmamento nuclear) ainda. Isso é ruim para a Rússia", afirmou Medvedev, que atualmente atua como vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia. "Deixe-os correr ou rastejar de volta e pedir por isso."

Rússia e Estados Unidos controlam cerca de 90% das ogivas nucleares do mundo, com cerca de 4.000 ogivas cada em seus estoques militares, de acordo com a Federação de Cientistas Americanos.

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