Mega da Virada: a expectativa nas casas lotéricas em relação ao prêmio de R$ 500 milhões

Em 31 de dezembro de 2008, o administrador Rosevelt Moreira, hoje com 65 anos, assistiu ao sorteio da primeira Mega da Virada torcendo para passar o réveillon milionário. Mais de uma década depois, a fé na vitória continua a mesma. A chance de apostar no último sorteio do ano termina às 17h de hoje, pouco antes da realização do sorteio, que está marcado para as 20h.

Moreira coloca a esperança nos jogos há 30 anos. Perguntado se aposta somente no fim de ano, ele responde categoricamente que não: na verdade, joga todas as semanas e até já acertou a quadra da Mega-Sena duas vezes.

— Eu sempre jogo com fé. Agora, depende de Deus. Se eu ganhar, vou aplicar e ajudar família, amigos e pessoas que precisam. É muito dinheiro, e caixão não tem gaveta. Dá para dividir um pouquinho — disse.

Assim como Moreira, a gerente regional de uma empresa de medicamentos, Gilvania Farias, de 45 anos, também pretende ajudar muita gente, caso leve os R$ 500 milhões para casa. Três vezes sobrevivente de um câncer de mama, ela pretende abrir uma instituição de tratamento oncológico para ajudar outras mulheres:

— Se eu ganhar o dinheiro, quero ajudar muita gente e viver o resto da minha vida. Se Deus permitir que eu ganhe, também quero abrir uma instituição para tratamento de câncer de mama. Mesmo se eu não levar o prêmio, vou seguir trabalhando para realizar esse objetivo.

Farias também é apostadora de carteirinha. Já faz uns 15 anos que ela joga religiosamente. Sempre faz apostas com vários números, e só hoje gastou R$225 para fazer sua fezinha.

— Nunca ganhei, mas vou ganhar esse ano.

As amigas Aleide Bopplie, de 61 anos, e Carla Simone, de 51, não apostam juntas. Ainda assim, elas contam que mantém um acordo.

— A gente não aposta junto, mas faz acordo. Quem ganhar dá metade para a outra. Nunca ganhei, mas cheguei perto. Faltou só um número. Eu pretendo comprar casas e alugar para ajudar a família, viajar muito. Eu quero conhecer as Maldivas — contou Simone, que trabalha como líder de produção.

Já a amiga costureira tem planos diferentes:

— Eu quero ir para Lençóis Maranhenses. Estou só esperando a sorte — disse Bopplie.

A aposentada Eliana Jorge, de 77 anos, e o professor Marcelo Carlos de Oliveira, de 51, querem curtir a vida, caso levem a bolada para casa.

Eliana fez um bolão com os amigos pela primeira vez na vida, embora tenha o costume de apostar individualmente na Mega da Virada. Mesmo dividindo o dinheiro com todo mundo, diz ela, o prêmio é muito alto para aproveitar sozinha:

— Penso em deixar as coisas normalizadas para filhos e netos, liquidar dívidas. Sobrando um pouquinho, você aproveita para fazer uma viagem. Eu também já ajudo uma instituição de caridade, e ajudaria outras. Tenho 77 anos, quero mais o que?

Já Oliveira não quis fazer bolão. Metódico, ele sempre faz uma aposta simples. É uma questão de "tudo ou nada".

— Tenho o hábito de apostar, desde que começou. Se eu ganhar, quero ajudar pessoas e correr o mundo, começando por Bruxelas, na Bélgica — afirmou o professor.

O número 10 está entre os mais sorteados desde a criação da Mega da Virada. Segundo a Caixa Econômica Federal, a dezena saiu quatro vezes. Logo depois, há um empate entre as opções 03, 05, 20, 36, 37 e 40, todas sorteadas três vezes.

Outros números foram sorteados duas vezes: 02, 11, 17, 18, 33, 34, 35, 38, 41, 42, 51, 53, 56 e 58. Por fim, as dezenas 08, 09, 13, 15, 19, 21, 23, 26, 28, 39, 44, 48, 54 e 59 nunca saíram no sorteio de fim do ano.

A chance de ganhar em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas apostadas e do tipo de aposta realizada. Para o volante simples, com apenas seis números, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de uma chance em 50.063.860.

Para uma aposta com 20 dezenas, ao custo de R$174.420, a probabilidade de acertar o prêmio é de uma em 1.292.

O prêmio bruto corresponde a 43,35% da arrecadação. Dessa porcentagem:

Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Passado o prazo, os valores são repassados ao Tesouro Nacional para aplicação no Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies).