Meghan Markle vence ação contra jornal britânico por violação de privacidade

Extra, com agências internacionais
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A duquesa de Sussex, Meghan Markle, venceu uma ação judicial que movia contra o jornal britânico Mail on Sunday por violação de privacidade, após o tablóide ter publicado uma carta que ela escreveu a seu pai, Thomas Markle, com quem possui uma relação conturbada. O juiz da Suprema Corte de Londres, Mark Warby, decidiu que a duquesa tinha a expectativa que o conteúdo da carta permaneceria privado, o que foi desrespeitado pelos artigos do Mail on Sunday.

Meghan moveu uma ação legal contra o grupo Associated Newspapers, editor do jornal Daily Mail, sua versão de domingo Mail on Sunday e o site Mail Online. Tentando evitar um processo altamente midiático, os advogados de Meghan pediram ao magistrado que emitisse uma "sentença sumária", um procedimento da lei inglesa que permite que um caso seja resolvido sem julgamento.

Warby considerou, no entanto, que deveria haver um julgamento "limitado às questões relacionadas à propriedade dos direitos autorais", outra das acusações denunciadas pela Duquesa, e marcou uma nova audiência para 2 de março, de modo que a decisão desta quinta-feira pode ser considerada uma vitória parcial.

Ao comentar o resultado da ação, Meghan afirmou que a dor causada pelo jornal Mail on Sunday e seu editor era profunda, ressaltando que os tribunais os responsabilizaram por suas "práticas ilegais e desumanizantes".

"Essas táticas (e as de suas publicações irmãs MailOnline e o Daily Mail) não são novas; na verdade, elas vêm acontecendo há muito tempo sem consequências. O dano que fizeram e continuam a causar é profundo", disse em um comunicado.

A carta foi escrita em agosto de 2018, poucos meses depois de Meghan se casar com o príncipe Harry, neto de Elizabeth II, e nela Meghan pedia a seu pai que parasse de falar com a imprensa e de fazer falsas alegações sobre ela nas entrevistas.

Seu advogado, Justin Rushbrooke, argumentou que a carta era "patentemente privada" e que um julgamento completo não era necessário.

Mas os advogados da Associated Newspapers argumentaram que as testemunhas precisam ser chamadas para esclarecer se Meghan planejou que a carta se tornasse pública como parte de uma "estratégia de mídia".

E eles sugeriram que ex-membros da equipe de comunicação dos duques de Sussex pudessem testemunhar, tornando públicos detalhes potencialmente comprometedores sobre as vidas do príncipe e de sua esposa.

"A carta não dizia que ela me amava. Ela nem perguntou como eu estava. Ela não demonstrou preocupação pelo fato de eu ter sofrido um ataque cardíaco e não fez perguntas sobre minha saúde. Na verdade, isso sinalizou o fim de nosso relacionamento", disse Thomas Markle em uma declaração escrita ao juiz no final de janeiro, dando uma prévia do que poderia acontecer se os dois se encontrassem em um julgamento, em Londres.

Os advogados de Meghan negaram que ela pretendesse tornar a carta pública a qualquer momento, ou que ela tenha colaborado com os autores da biografia "Finding Freedom", que narra o afastamento dramático do casal da monarquia britânica e que também continha trechos parciais da carta.

Meghan e Harry deixaram seus deveres reais em março do ano passado e agora vivem na Califórnia. Eles iniciaram uma série de ações judiciais contra a mídia alegando invasão de privacidade, incluindo as fotos de seu filho Archie tiradas pelos paparazzi. O príncipe Henry aceitou neste mês uma indenização da Associated Newspapers por falsas acusações de que ele não manteve contato com os Royal Marines depois de deixar o Reino Unido.