Meio Ambiente: dados do Inea mostram índices de poluição reduzidos nas praias de Botafogo e Flamengo

Marcelo Antonio Ferreira
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Uma pesquisa recente do Instituto do Meio Ambiente (Inea) trouxe novidades positivas referente à cidade do Rio: as praia de Botafogo e Flamengo apresentaram uma redução de 86% e 96% de coliformes fecais, respectivamente. A análise comparou dados de abril e maio deste ano com o mesmo período nos últimos três anos.

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O resultado mostrou uma queda no percentual de níveis bacteriológicos nas águas dessas duas praias. Recentemente, a cor das águas da Praia de Botafogo surpreendeu os cariocas, com uma transparência não vista há décadas no lugar, que é impróprio para banho. E, apesar de ser um resultado positivo, de acordo com o gerente da qualidade da água do Inea, Rodrigo Bianchini, ainda não é possível garantir que os pontos já estejam próprios novamente.

— É um dado bastante curioso. Porém, ainda é prematuro afirmar que essa redução se deve ao momento de isolamento social que estamos vivenciando — declarou Bianchini.

Na segunda-feira (8), o instituto irá coletar amostras de água das praias do Rio e Niterói, para análise de balneabilidade. A mais recente, realizada em 22 de maio, considerou próprias para banho a Prainha, na Zona Oeste, o Pontal de Sernambetiba, em frente ao canal, e a Praia do Recreio, no canto esquerdo da Reserva Biológica Marapendi. Já na Zona Sul, a de São Conrado, no canto esquerdo, próximo ao costão rochoso; a do Leblon, em frente à Rua Rita Ludolf; Ipanema, em frente à Rua Paul Redefern, e a do Leme. 

Já as impróprias foram a da Barra da Tijuca, em frente ao 2º Grupamento do Corpo de Bombeiros; Copacabana, em frente à Rua Francisco Otaviano; Botafogo, em frente à Rua Marquês de Pombal, e Flamengo, na foz do Rio Carioca.

Outro ponto positivo também foi a qualidade do ar, que apresentou uma  melhora na Região Metropolitana do Rio. Um estudo do Inea realizado entre os meses de abril e maio em comparação com o período referente a antes do isolamento social mostrou uma redução de dióxido de nitrogênio (NO2) e de monóxido de carbono (CO) na atmosfera. O primeiro é emitido pela queima de combustível, tanto em veículos e atividades industriais, e é associado a doenças respiratórias, como a bronquite e asmas; já o segundo, apenas em automóveis.

Em Santa Cruz, na Zona Oeste, a redução foi de 91% na emissão NO2 em comparação com antes da quarentena. Em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, a redução foi de 47% e em Itaguaí, 16%. Já a concentração de CO apresentou uma queda de 55% em Engenho de Dentro, na Zona Norte do Rio, e de 32% em Santa Cruz.

* Estagiário sob supervisão de Leila Youssef