Londres diz que já esperava resposta de Moscou e avaliará próximos passos

Londres, 15 mar (EFE).- O Reino Unido afirmou neste sábado que já "esperava uma resposta deste tipo" por parte da Rússia, em alusão à expulsão de 23 diplomatas britânicos pelo Kremlin, e anunciou que Londres estudará "novas medidas" na próxima semana.

O Ministério de Relações Exteriores britânico emitiu um comunicado após Moscou ter revelado nesta manhã que adotará uma medida idêntica à tomada ao longo da semana por Londres em meio à crise desencadeada pelo envenenamento do ex-espião Sergei Skripal e de sua filha Yulia em Salisbury, na Inglaterra.

O governo britânico "esperava uma resposta deste tipo e o Conselho Nacional de Segurança se reunirá no início da próxima semana para avaliar quais serão os próximos passos a serem tomados", afirmou.

"O nosso embaixador em Moscou acaba de ser informado pelo governo russo que expulsarão 23 diplomatas, fecharão o Consulado Britânico em São Petersburgo e o British Council em Moscou", disse um porta-voz.

De acordo com Londres, a decisão russa "sucede a ação adotada pelo governo britânico junto com outras medidas a fim de desmantelar a rede de espionagem que opera no Reino Unido, como consequência da tentativa de assassinato de duas pessoas empregando um agente nervoso".

"Por causa do comportamento anterior da Rússia, esperávamos uma resposta deste tipo e o Conselho Nacional de Segurança - que reúne representantes do governo, da polícia e dos serviços secretos - se reunirá no início da próxima semana para avaliar quais serão as próximas medidas", acrescentou o Ministério das Relações Exteriores.

Agora a "prioridade" do Executivo britânico é "cuidar" de seus funcionários na Rússia e "ajudar aqueles que voltarão ao Reino Unido".

O governo britânico especificou que "a resposta da Rússia não muda os fatos neste assunto, a tentativa de assassinato de duas pessoas em solo britânico, por isso não há uma conclusão alternativa a não ser que o Estado russo foi culpado".

"A Rússia cometeu uma ruptura flagrante da legislação internacional e da Convenção sobre as Armas Químicas", concluiu a nota. EFE