Membros da UE pedem ajuda para países do leste na vacinação contra covid-19

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Profissionais da saúde levam paciente de covid-19 para hospital em hospital em Varsóvia, Polônia

Os chanceleres de 13 Estados-membros da União Europeia pediram ajuda nesta quarta-feira (6), em Bruxelas, para seus vizinhos do leste na vacinação contra o coronavírus.

Os ministros das Relações Exteriores de Bulgária, Croácia, República Tcheca, Dinamarca, Estônia, Finlândia, Hungria, Letônia, Lituânia, Polônia, Romênia, Eslováquia e Suécia fizeram o apelo em uma carta conjunta enviada para a Comissão Europeia, à qual a AFP teve acesso.

"Acreditamos que nossas fronteiras não estarão seguras se não oferecermos nosso apoio aos nossos vizinhos imediatos", escreveram os ministros.

"Nossos parceiros do Leste expressaram em várias ocasiões seu agradecimento pela ajuda da UE relacionada à covid-19 e pediram que se facilite o acesso à vacina", acrescentaram na nota.

O apelo ocorre em um momento em que as autoridades da UE enfrentam críticas pela lenta implementação das vacinas nos países do bloco.

Até o momento, Bruxelas aprovou uma vacina da Pfizer/BioNTech, e a Agência Europeia de Medicamentos autorizou uma segunda vacina, do laboratório Moderna.

A Comissão se esforça para conseguir mais doses das vacinas aprovadas, mas lamentou os problemas na capacidade de produção.

A UE já oferece ajuda aos países dos Bálcãs e, em dezembro, adotou um pacote de 70 milhões de euros (em torno de 86 milhões de dólares) para ajudar a cobrir o custo da vacina.

A carta enviada nesta quarta-feira pede ao bloco para oferecer agora uma assistência semelhante às nações em seu programa de Parceria Oriental da União Europeia: Armênia, Azerbaijão, Belarus, Geórgia, Moldávia e Ucrânia.

"Achamos que a UE precisa ir mais além das iniciativas atuais e prestar uma atenção e um apoio semelhantes aos outros vizinhos da UE, aos países da Parceria Oriental da UE", apontaram os diplomatas.

Um porta-voz da Comissão confirmou que o bloco recebeu a carta e acrescentou que Bruxelas mantém negociações com países sócios, mas não deu detalhes sobre o assunto.

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