Memorial às vítimas do Holocausto abre as portas no Rio

A proposta do Memorial às Vítimas do Holocausto, que abre hoje ao público em Botafogo, vai além de rememorar o genocídio que matou, pelo menos, 11 milhões de pessoas no século XX. Ele busca, de uma forma educativa, dialogar com questões atuais da sociedade.

— Queremos que ele sirva como um espaço de reflexão sobre as causas do Holocausto. É o passado como ensinamento, para escolhermos o futuro que queremos — explica Alfredo Tolmasquim, coordenador do comitê curatorial do espaço.

Através de recursos interativos, os visitantes podem conhecer histórias como a da princesa Maria Karoline, bisneta de D. Pedro II, morta na câmara de gás por ter deficiência. Visitas guiadas gratuitas serão oferecidas aos sábados e domingos, às 13h, e exposições temporárias, debates e exibições de filmes entrarão na programação.

O Memorial conta ainda com um monumento a céu aberto, de 20 metros de altura, instalado no Parque Yitzhak Rabin, no Mirante do Pasmado. A ideia é incentivar o turismo no local, que traz vista privilegiada para cartões-postais do Rio. A expectativa inicial de público é de 200 mil pessoas ao ano.

Alameda Embaixador Sanchez Gavito, Botafogo. Qui. a dom., das 10h às 18h. Grátis (Sympla).