Memorial do Holocausto no Rio será aberto para visitantes no fim de janeiro

Um grupo de convidados, incluindo sobreviventes do nazismo na Europa, teve nesta quarta-feira, pela primeira vez, a oportunidade de conhecer o Memorial do Holocausto construído no Morro do Pasmado, em Botafogo. O espaço, que só deve abrir ao público no fim de janeiro de 2023, é baseado em histórias e depoimentos de vítimas da tragédia. Localizado sob o obelisco com os dez mandamentos, com destaque para “Não matarás”, o memorial tem forma circular e usa tecnologia para criar interatividade e empatia.

No salão principal, em volta da projeção de uma chama representando a vida, uma surpresa: ao darem as mãos para completar a forma de círculo do espaço, ativam na grande tela uma frase impactante de um sobrevivente. Uma delas é “Dar sentido à vida é tomar uma posição”, de Viktor Emil Frankl.

A visita segue por uma sala com fotos e histórias projetadas da vida cotidiana de pessoas antes da ascensão do nazismo. O memorial, patrocinado por empresas da comunidade judaica do Rio, contempla não só judeus, como ciganos, deficientes físicos, comunistas e populações LGBTQIA+.

— Queremos que esse equipamento público seja um símbolo contra qualquer tipo de discriminação — destacou Alberto David Klein, presidente da Associação Memorial do Holocausto e da Federação Israelita do Rio de Janeiro.

Ao fim da exposição, a chama projetada inicialmente se torna pequena, simbolizando esperança e resistência, apesar do terror. E é possível ler uma última frase na parede: “O ódio e o preconceito permanecem reais”.

O memorial tem gestão compartilhada entre o IDG e a Associação Memorial do Holocausto, em área cedida pela prefeitura.