Menina de 12 anos é a primeira negra diagnosticada com raro envelhecimento precoce

Redação Yahoo! Brasil

Ontlametse Phalatse, uma menina sul-africana de 12 anos, é a primeira negra diagnosticada com progéria. Essa é uma rara doença genética que acelera o processo de envelhecimento e ainda não tem cura.

Apenas duas africanas têm a doença; a segunda menina tem 5 anos e é branca. De acordo com a diretora executiva da Fundação de Pesquisa de Progéria, Audrey Gordon, 80 crianças têm progéria, mas, nenhuma seria negra.

A mãe de Ontlametse, Bellon Phalatse, disse à Associated Press que ela nasceu normal, mas apresentou erupções no corpo ainda bebê. No primeiro ano de vida, o cabelo da menina estava caindo, as unhas não eram normais e ela apresentava problemas de pele. O pai deixou a família após o diagnóstico.

A ‘primeira-dama’
Devido ao caso, a própria garota se autointitula “primeira-dama”. “Eu me chamo de primeira dama porque sou a primeira negra a ser diagnosticada com a doença. Que outra criança negra você conhece com essa doença?”, indaga em entrevista à Associated Press.

Apesar de ter um dia a dia normal de uma criança, Ontlametse tem apenas dois amigos na escola Lorato, em Hebron, na África do Sul (cidade próxima a Pretória). “Nem todos os meus colegas de classe são gentis”, diz ela.
A expectativa de vida para portadores da doença é de 8 a 21 anos de idade. Mesmo assim, ela faz planos e sonha ser psicóloga. "Eu gostaria de ser uma psicóloga porque poderia ajudar as pessoas a resolverem seus problemas, ajudá-las a se aceitarem do jeito que elas são, pois elas veriam que eu me aceito como sou", disse à AP.

Tratamento 
A menina vai aos Estados Unidos duas vezes por ano, acompanhada da mãe, para receber atendimento especializado e medicamentos que não estão disponíveis no mercado.
 
Audrey Gordon afirma que houve avanços na busca pela cura da progéria. Em 2003 foi descoberto o gene responsável pela doença.


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