Menina engole moeda e tem a ajuda de PMs para chegar a hospital, na Zona Oeste do Rio; veja fotos

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RIO — Uma menina de 4 anos e seus pais passaram por momentos de desespero no último dia 10. A manicure Karollayne Vieira, de 24 anos, o marido, o técnico de celular Júnior Gomes, de 31, e Juliana estavam em Sepetiba, na Zona Oeste do Rio, e voltavam para casa quando a garota gritou porque havia engolido uma moeda de dez centavos e não estava conseguindo respirar. A menina teve ânsias de vômito. Os pais tentaram fazer com que ela cuspisse a moeda, mas não conseguiram.

— Ela tinha encontrado a moeda no banco de trás do carro e eu falei para guardar para comprar um chiclete depois. Paramos para lanchar e, quando voltamos para o carro, sem que eu e o pai víssemos, ela pegou a moeda novamente. Falou que estava com sono e ia deitar para dormir até chegar em casa. De repente, ela começou a gritar: "Mãe, engoli a moeda. Vou morrer" — contou Karollayne.

Segundo a manicure, as ruas estavam cheias e havia interdições em algumas delas, pois estavam acontecendo festas juninas. O carro da família tentava avançar em direção ao Hospital Pedro II,em Santa Cruz, mas tinha dificuldades.

— Foi quando vimos a viatura da PM perto da estação do BRT do Cesarão. Pedimos ajuda. Eles não pensaram duas vezes. Abriram caminho para a gente passar. Ao chegar ao hospital, estacionaram o carro para mim enquanto o Júnior correu com a Juliana. Ajudaram a fazer a ficha dela. Salvaram a minha noite, porque eu só tremia toda — lembrou a mãe.

A menina fez uma radiografia, que mostrou a moeda.

— Como era menor, não houve necessidade de internação. Se fosse maior, ela teria que passar por uma endoscopia, segundo a médica — disse Karollayne.

Na quarta-feira seguinte, Juliana expeliu a moeda. E, no último sábado, teve uma surpresa: recebeu a visita do cabo G. Silva e do soldado Macedo, do 27º BPM (Santa Cruz).

— Eles trouxeram uma blusa com o emblema (da corporação) e com nome dela bordado. Ela ficou toda boba. Falou para os amiguinhos que agora ninguém pode aprontar com ela. Entrou na viatura — contou a manicure.

Juliana é filha única, segundo Karollayne, que já deu um apelido para a filha: Ju Ju Cofrinho.

— Nunca tinha passado por um perrengue desses. E não quero nunca mais. Tenho pressão alta, não aguento com isso, não — disse a mãe.

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