Meningite: procura por vacina na rede privada aumenta 68%

A procura pelas vacinas contra meningite no setor privado aumentou 68% nos últimos três meses, de acordo com um levantamento realizado pela empresa Tecnocold, distribuidora especializada em vacinas do ecossistema Viveo.

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A partir do momento que foram notificados casos da doença na cidade de São Paulo e decretado surto na região, no final do mês de setembro, a companhia, que tem mais de 65% de participação no atendimento a hospitais, clínicas, laboratórios e farmácias de todo o Brasil, registrou aumento de 17% na procura por essas vacinas.

Esse reflexo se intensificou no mês de outubro, quando o aumento passou para mais de 40% versus setembro.

“Infelizmente o que sensibiliza as pessoas pela busca das vacinas está diretamente ligado a percepção de risco às doenças e nesse caso após ampla divulgação da mídia sobre o surto, as pessoas procuraram a prevenção”, afirma André Almeida, Head da Tecnocold Vacinas.

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Além de São Paulo, pelo menos três estados - Bahia, Rio de Janeiro e Minas Gerais - apresentaram aumento nos diagnósticos da doença. Dados do Ministério da Saúde mostram que até o dia 30 de setembro, foram registrados 5.821 casos e 707 óbitos por meningite no Brasil. Os números correspondem a 84,6% dos casos e 89% das mortes confirmadas no país no ano passado. De acordo com a pasta, em 2021, o Brasil registrou 6.874 casos de meningite de diversas etiologias e 793 óbitos.

A meningite é uma inflamação da meninge, a membrana que reveste o cérebro e a medula espinhal, e essa infecção pode ser causada por bactérias, vírus, fungos e outros microrganismos. A preocupação é especialmente com a meningite meningocócica tipo C, causada por uma infecção bacteriana, que tem maior gravidade e provoca óbitos e sequelas naqueles que sobrevivem. A doença pode ser prevenida por vacina, porém a baixa cobertura vacinal é considerada um dos fatores para o avanço do problema.