Menino morto em incêndio no Chapadão é sepultado; polícia faz perícia no imóvel

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RIO — O corpo do menino Cainan Miguel, de 3 anos, que morreu na última segunda-feira, após um incêndio na casa onde morava, na comunidade Final Feliz, Complexo do Chapadão, Zona Norte do Rio, foi sepultado, nesta quarta-feira, no Cemitério de Inhaúma.

Também nesta quarta-feira houve uma operação conjunta da 31ªDP (Ricardo de Albuquerque) e do 41º BPM (Irajá), para possibilitar o trabalho de perícia no imóvel. Um homem foi preso durante a ação, mas não tem nenhuma relação com o caso. Seria integrante do tráfico de drogas local.

A polícia informou apenas, que além da realização da perícia, foram ouvidos os envolvidos e testemunhas. As diligências prosseguem para identificar a autoria, segundo a polícia.

Um homem que, segundo a família, estava com o menino também foi ouvido. A tia do garoto, Ingrid Alves, de 25 anos, disse que ele já ficou com a criança outras três vezes.

Ela contou também que a mãe de Miguel deixou a criança com o homem na casa debaixo. O corpo, conforme disse a moça, foi encontrado na casa de cima, onde moravam o menino morava com a mãe.

— Impossível pegar fogo do quarto para dentro e ninguém ouvir a gritaria do garoto. A porta do quarto estava trancada e o menino estava pelado. A mãe dele que arrombou a porta — contou a jovem.

Ingrid disse ainda que foi o homem quem avisou à mãe de Miguel sobre o fogo na casa:

— Ele deixou Miguel e foi na igreja avisar que a casa estava pegando fogo. Não ajudou, não tem uma queimadura. Primeiro, disse que o menino estava na rua. Depois acharam o corpo dele ao lado da cama. Disse que o menino tinha subido em casa para pegar biscoito.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o quartel de Ricardo de Albuquerque foi acionado às 22h45 para a ocorrência de incêndio no imóvel da Rua Nossa Senhora da Conceição. No local, os militares encontraram Miguel já morto. A 31º DP (Ricardo de Albuquerque) investiga o caso.

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