Mensagens, fotos e contatos em celulares de miliciano podem ser recuperados, dizem especialistas; perícia do Rio vai analisar dados

Sergio Matsuura e Rafael Soares

RIO — Acusado de chefiar o grupo de matadores conhecido como Escritório do Crime — investigado por suspeita de envolvimento nos assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes —, o ex-capitão do Bope Adriano Magalhães da Nóbrega passou quase um ano foragido, antes de ser morto em confronto com a polícia neste domingo. Uma das estratégias usadas para se esconder era a troca constante de celulares e chips de telefonia. Com ele, foram encontrados 13 celulares e sete chips de diferentes operadoras de telefonia. Agora, todo esse material será encaminhado para perícia pela Polícia Civil do Rio.

Segundo o detetive particular Eloy Lacerda, o primeiro passo será identificar quais números foram utilizados por Nóbrega, tanto pelos chips como pelos aparelhos, para que a quebra dos sigilos seja requisitada à Justiça. Com uma ordem judicial em mãos, as operadoras terão que identificar quais telefones foram contatados por esses números. Na sequência, os celulares serão periciados, para a coleta de informações como mensagens trocadas, contatos, chamadas, fotos e dados de geolocalização.