Mensagens recebidas por ex-presidente da Petrobras poderiam incriminar Bolsonaro

Ex-presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco disse que mensagens poderiam
Ex-presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco disse que mensagens poderiam "incriminar" Bolsonaro em conversas privadas (Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images)

O Ministério de Minas e Energia tem tratado como sigilosas as mensagens do celular corporativo usado por Roberto Castello Branco, ex-presidente da Petrobras. Segundo informações do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, Castello Branco teria dito em um grupo de Whatsapp que o conteúdo poderia incriminar o presidente Jair Bolsonaro (PL).

Dois parlamentares enviaram requerimentos ao ministério para pedir relatório e documentos elaborados pela Petrobras. A pasta, então, informou que os documentos são considerados sigilosos.

Segundo informações do jornal O Globo, um dos requerimentos foi apresentado pelo deputado Elias Vaz (PSB-GO). O parlamentar questionou se foi instaurada alguma auditoria, investigação ou procedimento para analisar o teor das mensagens. O deputado pediu também cópia integral dos processos e dos arquivos preservados do aparelho.

Além dele, a deputada Natália Bonavides (PT-RN) também questionou quais pedidas foram tomadas em relação ao celular corporativo usado por Castello Branco e quem teria acesso ao conteúdo. A deputada perguntou também quem teria teve acesso às mensagens.

De acordo com Lauro Jardim, nos dois requerimentos o Ministério de Minas e Energia tratou o caso como “sigiloso” e “confidencial”.

Ao O Globo, Roberto Castello Branco afirmou que prestou depoimento na PGR e que houve uma tentativa de interferência de Bolsonaro nos preços dos combustíveis e nomeação de diretores.

“Não obedeci a nenhum pedido. Tanto é que fui demitido. Levei esses assuntos imediatamente ao conhecimento de meus superiores. Não houve nada além disso. A palavra ‘incriminar’ foi usada em meio à uma discussão privada, num momento de irritação com meu interlocutor”, declarou.