Mercado de assinaturas evoluiu, mas retenção de clientes ainda é desafio, dizem especialistas na Rio Innovation Week

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RIO - O potencial do mercado brasileiro de assinatura e os desafios para retenção de clientes deram a tônica das discussões do painel “Você, o assinante: como atrair clientes para a recorrência”, no Palco do Conhecimento, na Rio Innovation Week, neste sábado.

O debate contou com a participação de Antonio Augusto, diretor de Marketing da Localiza; Gustavo Mansur, country manager da Kuack Media; e Silvio Albuquerque, diretor de Vendas e Audiência da Editora Globo, com mediação de Luiza Baptista, editora executiva do GLOBO.

Na avaliação de Antonio Augusto, diretor de marketing da Localiza, o mercado de assinaturas no país se encontra em estágios diferentes a depender do setor.

Enquanto o segmento de assinaturas de conteúdo e streaming é considerado “extremamente maduro”, o modelo de recorrência voltado para a assinatura de veículos e equipamentos pesados ainda é incipiente.

— Isso acontece porque ainda é muito desconhecido na sua essência. Mas a gente acredita que 35% do mercado de transporte individual deve ser representado pelo modelo de assinatura nos próximos cinco anos.

Um ponto em comum que tem permitido o crescimento do mercado de assinatura em todos os segmentos são as soluções tecnológicas, avalia Silvio Albuquerque, diretor de Vendas e Audiência da Editora Globo:

— Hoje conseguimos entender melhor o interesse e o comportamento de consumo do assinante, o que nos permite ser mais inteligentes e ativos. É a chave do modelo de assinatura para construir uma carteira e ter a recorrência.

Apesar de o uso da tecnologia auxiliar na aquisição e retenção de clientes, manter o consumidor engajado e pelo maior tempo possível não é tarefa fácil, aponta Gustavo Mansur, country manager da Kuack Media.

Para o executivo, que atua no mercado de streaming de música, é preciso que a empresa se adapte a um nível permanente de qualidade do serviço prestado:

— Se você quer reter esse cliente, você não pode lançar um serviço e esperar que ele fique estático e tenha êxito. No caso da música, por exemplo, você deve evoluir junto com as expectativas do cliente. Estamos num mercado de altíssima competitividade, onde todo mundo basicamente tem a mesma oferta. Como você se diferencia? A gente preza muito por entender a diferença de gostos de cada usuário em cada região.

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