Mercado Bitcoin recebe aporte de R$1 bi do SoftBank Latin America Fund

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Por Paula Arend Laier e Gertrude Chavez-Dreyfuss

SÃO PAULO/NOVA YORK (Reuters) -O Mercado Bitcoin recebeu um aporte de 1 bilhão de reais (200 milhões de dólares) do SoftBank Latin America Fund, anunciou nesta quinta-feira o Grupo 2TM, holding que controla a plataforma de negociação de ativos digitais.

A operação avalia o Mercado Bitcoin em 10,4 bilhões de reais (2,1 bilhões de dólares), via sua holding.

Os recursos serão usados pelo Mercado Bitcoin para aumentar escala, expandir ofertas e investir em infraestrutura para atender à crescente demanda por criptoativos na região.

"A plataforma é bastante integrada. Então a custódia é muito importante para liberar a força do mercado institucional", disse Roberto Dagnoni, presidente-executivo do Grupo 2TM, à Reuters.

"Também estamos considerando expansões regionais na América Latina e expansões por meio de M&A (fusões e aquisições)", acrescentou.

Atualmente, o Mercado Bitcoin tem uma base de 2,8 milhões de clientes. Entre janeiro e maio, aproximadamente 700 mil novos clientes se inscreveram para usar os serviços da empresa e o volume transacionado alcançou 25 bilhões de reais.

A queda recente nas cotações de criptomoedas, em meio a um aumento da repressão governamental sobre estes ativos, em particular na China, não muda a percepção do executivo para esse mercado.

Desde as máximas históricas registradas em abril, o bitcoin a maior e mais conhecida moeda digital, acumula queda de quase 50%.

"Acreditamos firmemente nos fundamentos de criptomoedas", afirmou.

De acordo com o Mercado Bitcoin, foi a maior rodada Série B da América Latina e, ao mesmo tempo, o maior investimento em uma empresa de criptomoedas já realizado pelo SoftBank na região.

O investimento permitirá ainda que o Mercado Bitcoin e a 2TM atinjam cerca de 700 funcionários até o final deste ano, acelerando o crescimento de empresas do grupo, como da carteira digital Meubank e da custodiante qualificada de ativos digitais Bitrust, ambas em fase de aprovação pelo Banco Central e Comissão de Valores Mobiliários (CVM), respectivamente.

(Edição Alberto Alerigi Jr.)

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