Mercado de cannabis: conheça 5 empresas que movimentam milhões

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A fully budded marijuana plant ready for trimming is seen at the Botanacare marijuana store ahead of their grand opening on New Year's day in Northglenn, Colorado December 31, 2013. The world's first state-licensed marijuana retailers, catering to Colorado's newly legal recreational market for pot, are stocking their shelves ahead of their January 1, 2014, grand opening that supporters and detractors alike see as a turning point in America's drug culture.  REUTERS/Rick Wilking (UNITED STATES - Tags: DRUGS SOCIETY)
A fully budded marijuana plant ready for trimming is seen at the Botanacare marijuana store ahead of their grand opening on New Year's day in Northglenn, Colorado December 31, 2013. The world's first state-licensed marijuana retailers, catering to Colorado's newly legal recreational market for pot, are stocking their shelves ahead of their January 1, 2014, grand opening that supporters and detractors alike see as a turning point in America's drug culture. REUTERS/Rick Wilking (UNITED STATES - Tags: DRUGS SOCIETY)

Com o avanço da regulamentação da maconha, seja para uso recreativo e principalmente para uso medicinal, a indústria da cannabis tem se tornado bastante promissora e chamado a atenção de investidores. De acordo com pesquisa da consultoria BDSA, em 2020, o mercado legal mundial da cannabis atingiu a marca de US$ 21,3 bilhões (R$ 120,3 bilhões), o equivalente a um crescimento de 48% em relação ao ano de 2019.

Ainda segundo a consultoria especializada em fornecer uma visão global do mercado de canabinóides, o faturamento previsto até 2026 é de US$ 55,9 bilhões (R$ 315,8 bilhões), com taxa média de crescimento de 17% ao ano.

Já no Brasil, o projeto de lei 399/2015 (marco regulatório da cannabis no país) está em tramitação e prevê o cultivo legal para fins medicinais, veterinários, industriais e científicos. Por aqui, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou até agora 5 produtos à base de cannabis para uso medicinal. Uma análise realizada pela Kaya Mind prevê movimentação de R$ 26,1 bilhões até 2025 com o avanço da regulamentação no país. Conforme aponta o estudo da empresa de inteligência de mercado de cannabis, só em impostos seria possível arrecadar R$ 8 bilhões além de gerar mais de 117 mil empregos.

Em países como o Canadá, pioneiro na legalização do uso medicinal em 2001 e em 2018 avançando ainda mais na regulamentação aprovando o uso adulto e recreativo da maconha, empresas voltadas ao cultivo, distribuição e comercialização da erva geram milhões em receita. Acompanhando o país vizinho, os Estados Unidos também avançou significativamente com a liberação do uso da cannabis em alguns estados, valorizando a indústria local.

A seguir, conheça 5 empresas importantes desse mercado que movimenta milhões:

  1. Canopy Growth

  2. Aurora Cannabis

  3. GW Pharmaceuticals

  4. Cannamedical Pharma

  5. Tilray

Canopy Growth

A sign featuring Canopy Growth Corporation's logo is pictured at their facility in Smiths Falls, Ontario, Canada, January 4, 2018 .Picture taken January 4, 2018. To match Insight CANADA-MARIJUANA/INNOVATION   REUTERS/Chris Wattie
A sign featuring Canopy Growth Corporation's logo is pictured at their facility in Smiths Falls, Ontario, Canada, January 4, 2018 .Picture taken January 4, 2018. To match Insight CANADA-MARIJUANA/INNOVATION REUTERS/Chris Wattie

Originalmente nomeada de Tweed Marijuana Inc, a Canopy Growth surgiu em 2013 em Ontário, no Canadá e é hoje a maior empresa do mundo que produz e comercializa produtos da indústria da cannabis. Em 2019, a empresa canadense fechou acordo para a compra da americana de cultivo e distribuição de cannabis Acreage Holdings por US$ 3,4 milhões (R$ 19,2 milhões).

A empresa é bem estabelecida nas áreas da saúde, cultivo, bem-estar entre outros mercados. A receita da Canopy Growth é de US$ 477,3 milhões (R$ 2,7 bilhões).

Aurora Cannabis

Fundada em 2013 no Canadá, a Aurora Cannabis é uma das maiores da indústria da cannabis no mundo, ficando atrás apenas da Canopy Growth. A empresa está presente em 25 países, distribuídos pela Europa, Oceania, Ásia e América Latina. Em 2018, a companhia comprou a rival também canadense CanniMed Therapeutics por US$ 852 milhões (aproximadamente R$ 4,8 bilhões na cotação atual) o que na ocasião foi considerado o maior acordo da indústria global de maconha em valor de mercado. Atualmente, a receita da Aurora Cannabis é de US$ 195 milhões (R$ 1,1 bilhão).

GW Pharmaceuticals

A GW Pharmaceuticals é uma organização britânica com sede nos EUA e é uma das três maiores empresas de cannabis do país. Ela é a responsável pelo produto medicinal muito utilizado em todo o mundo, o Epidiolex, medicamento à base de cannabis para epilepsia.

Após anunciar em 2020 a fusão bilionária com a Jazz Pharmaceutical, a GW registrou valorização de 46% nas ações negociadas na Nasdaq. A empresa recebeu US$ 7,2 bilhões (R$ 40,7 bilhões) na transação com a Jazz Pharmaceutical, que ficou responsável pela unidade de terapias derivadas da cannabis.

Cannamedical Pharma

A empresa alemã Cannamedical Pharma é uma das mais importantes de cannabis medicinal em toda a União Européia, distribuindo seu produto em cerca de 3 mil farmácias só na Alemanha.

Em 2020, a Cannamedical Pharma fechou uma rodada estratégica de investimento de US$ 13,5 milhões (R$ 76,3 milhões). Além disso, a startup atua no ramo de educação oferecendo cursos de capacitação e ações de conscientização em relação ao uso da cannabis medicinal.

Tilray

A Tilray foi pioneira em produzir medicamentos à base de cannabis para os Estados Unidos e de abrir ações no mercado da erva. A empresa canadense tem uma cadeia de produção de cannabis que vai do cultivo à produção e distribuição de remédios. Em 2020, firmou acordos com a Aphria, outra importante produtora e distribuidora canadense de maconha para uso medicinal. A fusão entre as duas empresas criou uma organização gigante com escritórios em Portugal, Alemanha, Canadá e Estados Unidos com valor de mercado de US$ 210 milhões (R$ 1,18 bilhão).

Com informações da Forbes e Valor Investe.

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