Mercado demite funcionários investigados por tortura no RS; Entenda o caso

Câmeras flagram homem que furtou picanha sendo chutado por suspeito de tortura em supermercado do RS - Foto: Reprodução/RBS TV
Câmeras flagram homem que furtou picanha sendo chutado por suspeito de tortura em supermercado do RS - Foto: Reprodução/RBS TV

Os funcionários do supermercado em que dois homens foram torturados após tentar furtar dois pacotes de picanha em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, foram demitidos pelo estabelecimento.

O supermercado também encerrou o contrato com a empresa terceirizada que era responsável pela segurança do local.

Em nota, o Unisuper informou a decisão e disse que os protocolos de conduta e segurança do local estão sendo revisados.

"Viemos a público nos desculpar pelos fatos ocorridos na loja da Avenida Inconfidência, em Canoas. (...) Diante de uma conduta lamentável e cruel com a qual jamais concordaremos, informamos que encerramos o contrato com a empresa Glock Segurança, desligamos os funcionários envolvidos e iniciamos o trabalho de revisão de todos os nossos protocolos de segurança e de conduta", disse o supermercado.

O caso aconteceu no dia 12 de outubro e os sete envolvidos, sendo cinco seguranças, o gerente e o subgerente, estão sendo investigados pela Delegacia de Homicídios da Polícia Civil de Canoas.

Segundo informação da polícia, a dupla teria furtado dois pacotes de picanha, que custam cerca de R$ 100 cada. Os dois homens, um deles negro, foram levados para o depósito do estabelecimento e espancados por cerca de 45 minutos.

A polícia teve conhecimento do caso, após um dos homens que sofreu as agressões ter dado entrada no Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Porto Alegre com ferimentos graves. Ele tinha diversas fraturas no rosto e na cabeça e precisou ser colocado em coma induzido.

Um familiar da vítima contou para os policiais que o homem tinha sido espancado num supermercado em Canoas, a 20 quilômetros da Capital.

Por enquanto, a polícia identificou dois dos cinco seguranças envolvidos nas agressões, mas não divulgou os nomes deles.

A empresa Glock, que prestava serviço ao supermercado, disse em nota que só se manifestará em juízo. Os advogados do gerente Adriano Dias e do subgerente Jairo da Veiga, também disseram que só vão se manifestar em juízo.