Mercado financeiro espera de Lula nome 'moderado e político' para comandar Economia

Lula foi eleito presidente no domingo passado (30) (Foto: REUTERS/Carla Carniel)
Lula foi eleito presidente no domingo passado (30) (Foto: REUTERS/Carla Carniel)
  • Mercado financeiro espera "petista moderado e político" no Ministério da Economia;

  • Lula ainda não deu indícios de quem fará parte de sua equipe econômica;

  • Economistas conhecidos como 'pais do Plano Real' devem ajudar a equipe de transição.

Integrantes do mercado financeiro especulam que um “petista moderado e político” será o responsável por assumir o Ministério da Economia no próximo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) –pasta que deve voltar a se chamar Ministério da Fazenda.

Há, no entanto, quem defenda o nome de Henrique Meirelles, que comandou o Banco Central entre 2003 e 2010, quando o petista era presidente, e o Ministério da Fazenda no governo Michel Temer, entre 2016 e 2018. As informações são do blog do jornalista Valdo Cruz, do portal g1.

Nesta terça-feira (1º), Lula viajou para a Bahia sem dar sinais a seus aliados sobre quem integrará a futura equipe econômica.

Mas indícios apontam que os economistas conhecidos como "pais do Plano Real" —Pérsio Arida e André Lara Rezende –vão contribuir no período de transição com sugestões para a política econômica, ainda que não façam parte, oficialmente, da equipe comandada pelo vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB).

Outros economistas que não são petistas, mas apoiaram a candidatura do presidente eleito, devem integrar o conselho econômico que será criado para assessorá-lo em temas da política econômica no Palácio do Planalto.

Transição

A primeira reunião entre as equipes de transição vai ocorrer nesta quinta-feira (3), no Palácio do Planalto. Há a expectativa de que Alckmin componha um grupo plural para integrar a transição, que espelhe um caráter de “movimento” ao futuro governo, com amplitude política para além do PT.

O encontro acontece entre o vice-presidente eleito, o ex-ministro Aloizio Mercadante e a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, com o ministro da Casa Civil de Bolsonaro, Ciro Nogueira.

A equipe completa de transição deve ser finalizada até o começo da próxima semana. A principal preocupação neste momento é reunir uma grande equipe técnica para avaliar a realidade fiscal do país e dimensionar o que pode ou não ser feito a partir de 2023.