Mercado Livre aumentou prazo de entrega por conta de atos antidemocráticos; Magalu usa lojas para distribuir produtos

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A maior operação de comércio eletrônico do país, o Mercado Livre, informou nesta quarta-feira (2) precisou aumentar o prazo de parte das entregas como reflexo dos atos antidemocráticos realizados em estradas pelo país por parte de apoiadores do atual presidente, Jair Bolsonaro (PL), derrotado nas urnas.

"De maneira preventiva, dada a imprevisibilidade das movimentações, o Mercado Livre alterou o prazo de entrega para algumas localidades, a fim de cumprir ao máximo com o prazo informado durante a compra", diz a empresa, em nota. "Diante da necessidade de novos ajustes, vai comunicar seus clientes sobre a eventual ampliação do período de entrega", informou.

Já o Magazine Luiza, uma das três maiores varejistas de eletroeletrônicos do país (ao lado de Via e Americanas), afirmou que não vai precisar atrasar as entregas, porque já usa as suas lojas como mini centros de distribuição.

"Nós priorizamos a entrega de produtos que estão mais próximos das casas dos clientes, inclusive para baratear a entrega", informou a varejista, por meio de sua assessoria de imprensa. "As lojas são importantes pontos logísticos na nossa operação, tanto para clientes, quanto para sellers", disse, referindo-se aos lojistas que integram a sua operação de comércio eletrônico.

O mês de novembro é tradicionalmente o mais importante para o varejo online, por conta das vendas da Black Friday, na última sexta-feira do mês. Neste ano, a expectativa do comércio eletrônico é ainda maior, por conta das vendas da Black Friday aliadas à Copa do Mundo, que tem início no próximo dia 20.