Casa Branca descarta "mudanças imediatas" no gabinete de Trump

Washington, 16 mar (EFE).- A Casa Branca afirmou nesta sexta-feira que "não há mudanças imediatas" no governo do presidente Donald Trump, após a substituição de Rex Tillerson à frente do Departamento de Estado e os rumores sobre a saída de H.R. McMaster, atual assessor de Segurança Nacional.

"Não há mudanças imediatas de pessoal neste momento", indicou Sarah Sanders, porta-voz da Casa Branca em sua entrevista coletiva diária.

Sanders respondeu assim aos rumores sobre a saída de McMaster, assim como dos secretários de Habitação, Ben Carson, e de Assuntos de Veteranos, David Shulkin, em um momento de incerteza no seio do governo americano.

Também aparece como uma possibilidade a saída de John Kelly, chefe de gabinete do presidente.

O próprio Trump contribuiu para alimentar estas informações ao assegurar nesta quinta-feira, durante um encontro com o primeiro-ministro irlandês, Leo Varadkar, que "sempre haverá mudanças" e que quer "ver diferentes ideias".

No entanto, declarou logo em seguida que os rumores de substituições são "exagerados".

Trump surpreendeu nesta terça-feira com a demissão de Tillerson, seu chefe de diplomacia, que será substituído por Mike Pompeo, até agora diretor da Agência Central de Inteligência (CIA).

Gina Haspel, atual segunda em comando da CIA, passará a dirigir a agência de espionagem.

Pouco depois, o presidente, que disse que está cada vez mais perto de conseguir o gabinete que procura, designou o comentarista de televisão Larry Kudlow como novo assessor econômico da Casa Branca, em substituição de Gary Cohn, que deixou o cargo em desacordo com a decisão de Trump de impor tarifas às importações de aço e alumínio. EFE