Mercado de trabalho: Niterói registra retração no emprego após três meses de alta

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RIO — Após registrar, em agosto deste ano, o segundo melhor saldo de contratações desde o início de 2020, Niterói sofreu uma queda de 41% na geração de empregos em setembro, na comparação com o mês anterior. A quantidade de carteiras assinadas caiu de 1.104 para 650. O número interrompe a tendência de alta na empregabilidade vista nos três meses anteriores (em junho, houve 890 admissões; e, em julho, 1.047). Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

No setor de serviços, o que mais havia contratado em agosto, o número de vagas formais preenchidas caiu de 621 para 224 em setembro, o que representa um encolhimento de 64% na quantidade de admissões de um mês para o outro. Já a agropecuária, que compreende as áreas de agricultura, pecuária, pesca, produção florestal e aquicultura, registrou saldo negativo, com cinco demissões. No mês anterior, havia gerado 18 postos de trabalho. Na indústria, houve uma redução de 74% nas contratações (de 93 para 24); e na construção, uma queda de 19% (de 94 para 76).

O comércio foi a única categoria que gerou mais empregos. Passou de 278 carteiras assinadas em agosto para 331 em setembro, o que representa um aumento de 19%.

Em relação a setembro de 2020, quando foram registradas 649 admissões, os dados mostram um desempenho insignificante do trabalho em Niterói: houve um crescimento de apenas 0,15% no total de vagas ofertadas.

— Apesar do ritmo mais lento do emprego, o saldo ainda é positivo. Há mais pessoas sendo contratadas do que demitidas. O que preocuparia é se a cidade estivesse demitindo mais do que admitindo. A tendência para os próximos meses é que serviço e comércio continuem crescendo, já que estão com uma demanda reprimida por conta da pandemia e, por isso, têm espaço para recuperação. Com a crise sanitária ficando cada vez mais para trás, o final de ano será mais aquecido, com mais contratações, especialmente no comércio de rua e de shoppings, em bares e restaurantes e no ramo de atividades turísticas e culturais. Já os outros setores podem perder um pouco de força porque acabam sofrendo mais com questões macroeconômicas, como inflação e juros altos — explica o economista da FGV-Ibre Rodolpho Tobler.

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