Mercosul não chega a nenhum acordo antes de cúpula presidencial

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Foto divulgada pela Presidência da Argentina do presidente argentino Alberto Fernandez discursando durante cúpula virtual do Mercosul no 30º aniversário de sua criação

As divergências comerciais voltaram a aparecer no Mercosul, no segundo dia de reuniões virtuais e na véspera da transferência temporária da presidência do bloco da Argentina para o Brasil.

As discrepâncias persistem nesta quarta-feira (7) sobre "a rapidez com que os pactos comerciais com outros países e blocos devem evoluir em meio à pandemia" e "sobre quanto a Tarifa Externa Comum (TEC) deve ser reduzida", indicaram fontes diplomáticas argentinas.

Os países membros do Mercosul haviam planejado discutir formalmente a flexibilidade de suas negociações com terceiros - hoje atrelada ao consenso dos quatro sócios - e uma redução da tarifa externa comum em reunião em meados de maio, mas o encontro não chegou a ser concluído devido a fortes discrepâncias internas.

A Argentina propôs uma redução moderada da TEC, mas Brasil e Uruguai defendem aberturas mais rápidas e profundas que incluam negociações com terceiros países ou blocos sem a necessidade de acordo dos quatro sócios do Mercosul.

Outras questões em pauta são "o acordo agora congelado com a União Europeia (UE), o status de cidadania do bloco e a necessidade de revitalização do bloco", segundo fontes argentinas.

Na quinta-feira, em outro evento remoto, será realizada a cúpula semestral de chefes de Estado, na qual o argentino Alberto Fernández transferirá a presidência pro tempore do bloco para Jair Bolsonaro. A Bolívia estará presente nesta reunião como Estado associado.

Ministros das Relações Exteriores e ministros das áreas econômicas da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, membros titulares do Mercosul, participaram das reuniões anteriores.

As autoridades discutem a situação da indústria e do comércio de automóveis, açúcar, brinquedos, têxteis e eletrônicos.

Criado há 30 anos, o Mercosul reúne mais de 300 milhões de habitantes e é a quinta maior economia do mundo, segundo o FMI, com um território de mais de 14 milhões de quilômetros quadrados.

dm/nn/mr/ap

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