Merkel é pressionada a apresentar plano contra disparada do coronavírus

Joseph Nasr
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Chanceler alemã, Angela Merkel, faz declaração após videoconferência de líderes da UE em Berlim, Alemanha.

Por Joseph Nasr

BERLIM (Reuters) - A chanceler Angela Merkel estava enfrentando nesta segunda-feira críticas crescentes por não delinear um plano para reverter o crescimento das infecções de coronavírus na Alemanha e por culpar premiês estaduais omissos por uma administração cada vez mais caótica da crise.

O tempo está ficando curto para o país reverter uma disparada das infecções que, de acordo com sua principal autoridade de saúde pública, pode saltar das 20 mil atuais para 100 mil por dia.

Em dezembro, a Alemanha intensificou as medidas de lockdown para conter uma segunda onda de infecções --que agora se transformou em uma terceira onda, embora com menos mortes.

Durante uma entrevista transmitida no domingo, Merkel aventou a possibilidade de fazer uma emenda na Lei de Proteção de Infecções para obrigar os 16 Estados alemães, que detêm poder em questões de saúde e segurança, a implantarem certas medidas.

Mas ela não conseguiu explicar o que isso acarretaria, levando partidos de oposição e jornais a a acusarem de "ainda não ter um plano".

Merkel, cujos conservadores estão mal nas pesquisas em relação à eleição de setembro, expressou insatisfação com alguns premiês estaduais por não recuarem em medidas de reativação de partes da economia quando os casos começam a subir, como combinado em 3 de março.

"Merkel deveria comparecer ao Parlamento e afirmar claramente como vê a situação e quais são suas propostas", disse Christian Lindner, líder do Partido Democratas Livres, de oposição à TV.

((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447702)) REUTERS AC