Merkel se afasta de ministro e possível sucessor, Olaf Scholz

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Armin Laschet (E), candidato da União Democrata Cristã (CDU) às eleições na Alemanha, saúda a chanceler alemã, Angela Merkel, em Düsseldorf, 23 de agosto de 2021 (AFP/Ina Fassbender)
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A chanceler alemã, Angela Merkel, demarcou nesta terça-feira (31) que há uma "grande diferença" entre ela e seu ministro das Finanças, Olaf Scholz, do Partido Social-Democrata, que aspira a ocupar seu cargo após as eleições de 26 de setembro.

A menos de um mês das eleições legislativas, o partido de Merkel, os conservadores da aliança CDU/CSU, registra queda nas intenções de voto, enquanto o Partido Social-Democrata (SPD), de Scholz, assume inesperada liderança.

De acordo com as últimas pesquisas, Scholz é o favorito para assumir o posto. Enquanto seu adversário, o candidato conservador Armin Laschet, paga caro por seus inúmeros erros de campanha.

"Comigo como chanceler, nunca teria havido uma coalizão com Die Linke [extrema esquerda], algo que não dá para saber com Olaf Scholz", disse Merkel à imprensa, em Berlim.

"Nesse sentido, há uma grande diferença sobre o futuro da Alemanha entre mim e ele", completou.

Scholz, que também é vice-chanceler da Alemanha, apresenta-se como o candidato da estabilidade e herdeiro natural do legado de Merkel, apesar de ambos serem de partidos rivais.

As pesquisas falam de uma possível coalizão tripartite, após as eleições de setembro.

Mas, enquanto os Verdes se apresentam como um parceiro lógico em uma coalizão com os social-democratas, Scholz foi atacado por não fechar a porta de forma clara ao partido de extrema esquerda Die Linke.

Esta sigla se opõe, por exemplo, à aliança militar com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

Políticos conservadores acusam Scholz de se aproveitar de Merkel.

O ministro-presidente da Baviera, Markus Soeder (da CSU), considerou que as afirmações de Merkel nesta terça-feira não poderiam ter sido mais claras.

"Todo mundo sabe que Olaf Scholz quer se mover para a esquerda", disse Soeder.

Merkel se despede da política após 16 anos como chanceler.

mfp/dlc/grp/pc/tt

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