Mesária flagrada com adesivos de 'Fora Bolsonaro' diz ter sido agredida por PM em Niterói

Um desentendimento entre uma presidente de seção eleitoral da escola Luciano Pestre, em Niterói, com policiais militares terminou em confusão na manhã deste domingo. Amanda do Nascimento dos Santos Almeida, de 29 anos, foi detida após ser flagrada com adesivo de campanha de 'Fora Bolsonaro', em referência ao candidato Jair Bolsonaro (PL), colado na bolsa. Ao GLOBO, a servidora pública disse que foi acuada e agredida pelos militares.

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Amanda disse que, antes da abertura, enquanto arrumava o local de votação, percebeu um policial carregando um celular atrás da cabine. A atitude do militar a teria incomodado. Além disso, segundo ela, um outro grupo de PMs estava tumultuando o ambiente. “Estavam conversando e rindo na sala”.

Ela pediu que o grupo se retirasse do local para não atrapalhar os trabalhos, quando foi questionada por um dos PMs se ela estaria fraudando as urnas. Em resposta a provocação, a jovem pediu ajuda para a administração do local que orientou os militares a circularem entre as salas, o que eles recusaram.

Segundo ela, no meio da discussão, foi atingida por um celular no rosto. Em seguida, foi detida e conduzida para a Delegacia de Polícia Federal de Niterói.

— Eu não estava distribuindo adesivos. Havia um adesivo velho, colado na minha bolsa, que eu nem lembrava. Fui agredida verbalmente e ainda usaram o adesivo para me incriminar. O policial se exaltou, colocou o dedo na minha cara e começou a gritar comigo dizendo que ele ‘não era criança’ e que eu não sabia o que estava fazendo — relata a jovem.

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Em nota, a Polícia Militar informou que uma ocorrência de crime eleitoral foi observada no Colégio Luciano Pestre, onde uma presidente de seção eleitoral estaria usando uma bolsa com adesivos de cunho político. Post no Twitter da PM diz que ela foi flagrada "enquanto impedia o poliial militar do 12º BPM, responsável pela segurança, de permanecer no local".

Questionada pela reportagem, a polícia não comentou sobre as agressões relatadas pela servidora pública.

— Tive que ser conduzida ao local de depoimento por eles, pelas mesmas pessoas que me agrediram. Eu vou responder pelo adesivo que estava colado na minha bolsa, mas eu fui desacatada como funcionária pública, fui desrespeitada como pessoa, como mulher e agredida por um policial — completou.