Mesmo alertada, polícia fez escolta e demorou a prender Ronaldinho Gaúcho, diz jornal

A polícia do Paraguai foi informada que Ronaldinho Gaúcho e seu irmão, Roberto de Assis Moreira, portavam documentos falsos quando chegaram no Aeroporto de Assunção, capital do país. O diretor de migração, Alexis Penayo, disse ao jornal paraguaio "ABC Color", que informou o Ministério do Interior a tempo que a dupla portava carteiras de identidades e passaportes adulterados. No entanto, ele foi ignorado.

"Tenho a prova de que alertei o ministro. Informei-o via WhatsApp que esses dados não estão incluídos no sistema e que ele aparecia como naturalizado. Mas ele me deixou à vista. Me refiro à evidência. Tenho a evidência de que alertei o Ministério do Interior e o Diretor de Identificação. Enviei a ele as fotos do passaporte e coloquei que não estavam no sistema", afirmou.

Penayo disse que cumpriu o seu trabalho ao relatar, na tarde de quarta-feira, a existência de documentos irregulares apresentados pelo ex-jogador de futebol, mas que nada foi feito até a noite. Ele indicou que o passaporte que Ronaldinho possuía saiu com um carimbo de identificação. Ele disse que havia dois passaportes e dois cartões de identificação e que os números dos documentos paraguaios correspondiam a duas senhoras do bairro de San Felipe, em Assunção.

Ao invés de ser logo detido, o craque foi escoltado por policiais a pedido

"Eu o informei sobre minhas ações. No entanto, a polícia o acompanhou desde que ele chegou até tarde da noite. Com base no que eles o escoltaram? Por que se eles tivessem esses dados, não me denunciaram e detiveram Ronaldo?", questionou o diretor de migrações.