Mesmo antes de fala de Bolsonaro, presidente do BB diz que quer ajudar em ‘transição tranquila’

O presidente do Banco do Brasil (BB), Fausto Ribeiro, afirmou nesta segunda-feira que está à disposição para fazer uma transição tranquila na instituição, após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele foi o primeiro presidente de estatal que falou abertamente de ajudar na transição e se posicionou antes do presidente Jair Bolsonaro (PL) comentar sobre a derrota nas urnas no domingo.

— Estamos à disposição para fazer uma transição tranquila. De ontem (domingo) para hoje nada mudou no banco. Todos os funcionários são de carreira, então não vejo problema — afirmou.

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Fausto assumiu o banco em abril de 2021 e deu início a uma gestão alinhada a Jair Bolsonaro, com foco no agronegócio, um dos setores apoiadores do presidente. Ele afirma que, na sua gestão, priorizou a função social do banco e em resultados, para entregar dividendos aos acionistas.

— Se alguém prometer reduzir resultado, as ações do banco vão cair — disse Fausto.

Em nota, O BB confirma o posicionamento do presidente:

"Como integrante da administração pública o BB sempre cumpriu com a legislação que estabelece as regras de transição entre governos. O BB mantém sua postura de prestar neste momento todas as informações que forem solicitadas"

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Caixa

A presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques, também tem dito a interlocutores que vai colaborar com a transição de governo para a gestão de Lula. Ela assumiu a Caixa em julho, após a queda de Pedro Guimarães, um dos aliados mais próximos a Bolsonaro, por denúncias de assédio sexual e moral.

No comando do banco, a executiva buscou adotar uma política de valorização das mulheres e ampliou o foco no banco na execução de programas sociais, como o Auxílio Brasil.

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A oposição a acusa de, no segundo turno, ter priorizado lançamentos de ações e programas com impacto eleitoral, para tentar ajudar Bolsonaro.

Interlocutores do ministro da Economia, Paulo Guedes, avaliam que a equipe técnica da pasta, principalmente os servidores de carreira serão escalados para abrir os números para a equipe de transição. Isso deve ocorrer com Bolsonaro apoiando ou não, disse um auxiliar do ministro.