Mesmo com bloqueios, calçadão de Bangu registra aglomerações nesta sexta-feira

Hermes de Paula
Calçadão de Bangu registra aglomerações apesar do 'lockdown'

RIO - Um dia após instalar bloqueios no calçadão de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, a Prefeitura fechou na manhã desta sexta-feira o acesso ao calçadão de Bangu. Apesar da medida, muitas pessoas estavam circulando pelo local nesta manhã e foram registradas grandes filas para acessar bancos e comércios. Muitos usavam máscaras, mas não respeitavam o distanciamento de mais de 1,5 metro uns dos outros. No local, funciona uma agência da Caixa Econômica, que há semanas tem grande movimento por conta da procura pelo auxílio emergencial do governo federal.

Segundo o governo municipal, apenas funcionários de empresas que prestam serviços essenciais, como farmácias, supermercados e agências bancárias têm permissão de acessar o local, bem como clientes que buscam por esses serviços. A medida visa a evitar aglomerações, uma das formas de prevenção contra a propagação do novo coronavírus e é descrita como um "lockdown parcial".

A Zona Oeste lidera do ranking de denúncias no Disk Aglomerações, e 13,6% do total de atendimentos foi registrado em Bangu. O bairro é o terceiro em número de óbitos por coronavírus. Segundo boletim divulgado pela Secretaria estadual de Saúde, na quinta-feira, foram relatados 45 mortes de moradores de Bangu por Covid-19. Ao todo, 174 casos da doença foram confirmados no local. Em todo o estado, 1.394 pessoas morreram.

Segundo a Secretaria de Ordem Pública, Realengo, Santa Cruz e outros bairros da Zona Oeste, também deverão ser incluídos na lista dos que terão estabelecimentos com funcionamento restrito. A pasta também estuda estender a medida para bairros da Zona Sul, especialmente Copacabana, que concentra o maior número de casos (386) e óbitos (57) do município.