Mesmo com Centrão no governo, Bolsonaro afirma que não cedeu a 'pressões' para formar ministério

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BRASÍLIA — Após entregar diversos ministérios ao Centrão, incluindo o que ele chamou de "alma do governo", o presidente Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira que não "cedeu" a "pressões", na formação de sua equipe. Bolsonaro havia prometido na campanha que não aceitaria indicações políticas para os cargos de ministros, mas neste ano nomeou em três pastas representantes do bloco de partidos conhecido conhecido como Centrão.

Durante cerimônia em Uberlândia (MG), Bolsonaro disse que agradece a Deus por dois "quase milagres": a sua eleição e o fato de estar "de pé" até o momento.

— Bem como, quem entende um pouco de política, o quase um milagre de uma eleição. E também um outro quase milagre pro ser atacado 24h por uma parte considerável da mídia e não ter cedido a pressões, como os mais antigos bem sabem, na formação do seu ministério e estarmos de pé de até o momento — discursou.

O primeiro indicado do Centrão no governo foi o ministro João Roma (Cidadania), nomeado em fevereiro por indicação do Republicanos. Em março, Flávia Arruda foi escolhida para a Secretaria de Governo, por indicação do PL. Ela também é próxima do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).Roma e Arruda são deputados federais licenciados.

No mês passado, no maior gesto de aproximação com o bloco, Bolsonaro nomeou o senador Ciro Nogueira (PP-PI) para a Casa Civil. Na época, o próprio presidente disse que a pasta era a "alma do governo".

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