Mesmo condenada, Paty Bumbum pode recorrer de pena de sete anos em liberdade

Paty Bumbum já está em um presídio do Rio

Patricia Sílvia dos Santos, a Paty Bumbum, vai poder recorrer da pena de sete anos de prisão a que foi condenada em liberdade. A decisão é do juiz Aylton Cardoso Vasconcellos, da 2ª Vara de Jacarepaguá. A massoterapeuta estava solta desde abril, quando aconteceu a última audiência do processo. A mulher — que não era formada em medicina e, de acordo com a sentença, aplicava silicone industrial em suas pacientes — foi condenada pelos crimes de lesão corporal gravíssima e exercício ilegal da profissão.

"Considerando-se que as rés permaneceram soltas desde a última audiência do processo, concedo às rés o direito de apelar em liberdade", escreveu o magistrado em sua decisão.

Segunda a denúncia do Ministério Público, após a aplicação de silicone em uma de suas vítimas, a mulher contraiu uma "enfermidade incurável decorrente de complicações crônicas, como processo infeccioso e inflamatório de aspecto cronificado". Segundo a investigação, a paciente ficou deformada após a cirurgia e não conseguiu remover a substância aplicada.

Também foi condenada a mesma pena, a sócia de Paty Bumbum, Valéria dos Santos Reis. Ela também é ré pelo homicídio da modelo Mayara Silva dos Santos, de 24 anos, que morreu após ser submetida a um procedimento estético nos glúteos e nas coxas. O atendimento, segundo a polícia, aconteceu em um hotel no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio. Ela teve complicações no mesmo dia e, após ser socorrida por bombeiros, já chegou morta a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) situada na Barra da Tijuca, também na Zona Oeste.

Josman Francisco da Silva, apontado como ajudante de Valéria e Patricia, foi absolvido das acusações.