Mesmo detidos em ginásio, bolsonaristas gravam vídeos e usam as redes; veja

Detidos no ginásio da Academia Nacional da Polícia Federal, bolsonaristas radicais que estavam acampados na capital federal publicaram nas redes sociais vídeos em que mostram o local e fazem reclamações sobre suas condições. Cerca de 1.200 pessoas foram detidas em Brasília por envolvimento em crimes contra a democracia e terrorismo.

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Nos vídeos, os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro aparecem sentados ao lado de malas, mochilas, cadeiras de praia e sacos de dormir. Por estarem detidos e não presos, eles continuam com acesso aos celulares, que usam para registrar os vídeos do local.

A atuação da PF é em cumprimento à ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que determinou a desocupação do acampamento e a "prisão em flagrante de seus participantes". A desocupação foi realizada na manhã desta segunda-feira, um dia após os atos terroristas de invasão aos três Poderes. Os extremistas foram, então, levados para o ginásio da Academia Nacional da Polícia Federal, onde se encontram no momento.

Na decisão, o ministro Alexandre de Moraes escreveu que os participantes do acampamento do QG deveriam ser enquadrados nos crimes da Lei Antiterrorismo, que prevê penas de 12 a 30 anos de prisão, e nos crimes contra o estado democrático, que têm penas de 4 a 12 anos de reclusão, além de associação criminosa, ameaça e incitação ao crime.

O ministro da Justiça, Flávio Dino, informou nesta segunda-feira que ocorreram ao todo 1.509 prisões desde domingo - 1.200 entre os acampados no QG do Exército, e outros 209 na Praça dos Três Poderes;