Mesmo em ano de pandemia, 8,8 veículos por hora, em média, vão parar em depósitos

O Globo
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Antonio Scorza / Agência O Globo

RIO — Ruim para os cofres municipais, bom para a empresa que opera reboques e depósitos da prefeitura. Os guinchos continuaram em atividade e resultaram num faturamento de pelo menos R$ 23,3 milhões, durante a pandemia no ano passado, incluindo a taxa de remoção e só uma diária por veículo. Enquanto isso, as multas por estacionamento irregular, recolhidas pelo poder público, não puderam ser emitidas entre 26 de fevereiro e 30 de novembro, por conta de resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). E o município ainda corre o risco de não receber por essas infrações, se prevalecer tese do presidente da Comissão de Legislação de Trânsito da OAB-RJ, Armando de Souza, de que as guias de 2020 deveriam ter sido enviadas em dezembro.

Reboques e depósitos estão terceirizados a JS Salazar desde 2014. A última licitação ocorreu em setembro de 2018, sendo renovada por aditivo no ano passado. Em 2020, mesmo com boa parte das atividades suspensas no Rio, 77.438 veículos foram guinchados, 8,8 em média por hora, segundo a Secretaria Especial de Ordem Pública (Seop). Uma quantidade correspondente a 84,4% das 91.840 remoções de 2019 (14.402 a menos).

Enquanto isso, as multas emitidas despencaram. Os três tipos de estacionamento irregular com mais mais infrações tiveram 57.394 guias encaminhadas em 2020, contra 229.665 no ano anterior, conforme o Detran. O equivalente a apenas 25% de 2019 (172.271 multas a menos).