Mesmo na fase vermelha, paulistano aproveita domingo de sol no entorno do Ibirapuera

RENATO FONTES
·3 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Mesmo com todo o estado na fase vermelha do Plano São Paulo, a mais restritiva do plano de flexibilização, devido à pandemia do novo coronavírus, muitos paulistanos aproveitaram o calor de 34º C deste domingo (31) para momentos de lazer no entorno do parque Ibirapuera, na zona sul da capital. O parque, assim como o comércio não essencial, amanheceu fechado, mas isso não impediu de reunir visitantes e ambulantes nos gramados nos arredores, ao longo da avenida Pedro Álvares Cabral. Muitos aproveitaram para fazer piquenique, praticar esportes, ler debaixo de árvore ou até tomar sol. Aproximadamente 15 ambulantes vendiam bebidas e alimentos no momento em que a reportagem do Agora esteve no local, por volta do meio-dia. Lá, a maioria das pessoas estava com máscara e respeitava o distanciamento social. A GCM (Guarda Civil Metropolitana), fazia a segurança do espaço. O casal de namorados Paulo Cardoso, 28, e Monique Garcia, 26, saíram da Vila Zelina (zona leste) para curtir o domingo ensolarado, mesmo sabendo que o parque não estaria aberto. Eles escolheram uma sombra para estender a toalha e realizar um piquenique com vista para a fonte do lago. "Ficamos tristes, pois tínhamos programado esse passeio há muito tempo. Ainda bem que achamos um canto para curtir o dia", disse Paulo. Do outro lado da avenida Pedro Álvares Cabral, na praça Ibrahim Nobre, a terapeuta Beatriz Monteiro, 24, e o amigo Bruno Nogueira, 21, montaram uma fita elástica slackline entre as árvores para aproveitar o domingo. "Se o parque não estivesse fechado, estaríamos lá jogando vôlei. Mas o jeito foi se reiventar", disse Bruno, que frequenta o parque diariamente. Beatriz concorda com a fase vermelha, mas diz que a restrição é desigual. "Está rolando várias festas com aglomerações por aí e ninguém faz nada. Se é para fechar tudo, que a medida sirva para todos", reclamou a jovem. Já na avenida Paulista (centro), a reportagem notou um fluxo maior de pedestres e ciclistas, parte deles sem máscara. O vão do Masp (Museu de Arte de São Paulo), estava fechado com gradis. Segundo agentes da prefeitura, as barreiras eram para evitar aglomerações no local. "Vim para tirar fotos no vão, mas vou ter que deixar para a próxima", disse o técnico em celular, Eduardo Cruz, 27 anos, morador de São Caetano do Sul (ABC). Nua Aspicuelta, em Pinheiros, (zona oeste ), região boêmia da capital paulista, não havia ninguém na rua e os bares estavam fechados por volta das 14h. Um dos restaurantes fechados tinha uma faixa com os dizeres: "42 famílias passarão fome", "me deixa trabalhar" e "não somos culpados". Na fase vermelha, só é permitido o funcionamento de setores essenciais como farmácias, mercados, padarias, lojas de conveniência, bancas de jornal, postos de combustíveis, lavanderias e hotelaria. Serviços como bares e restaurantes só podem funcionar com retirada na porta, drive-thru e entregas por telefone ou aplicativos. Foi o primeiro fim de semana da capital na fase vermelha neste ano. Na programação do governo do estado, o próximo, dias 6 e 7 de fevereiro, também será na fase vermelha. Nesta segunda-feira (1º), a cidade volta para a fase amarela.