Mesmo sem missa, devotos de São Jorge lotam igreja no Centro do Rio para pedidos e agradecimentos

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Fitas, rosas, velas brancas e vermelhas, e espada de São Jorge são oferecidas por ambulantes na porta da igreja que leva o nome dele na Praça da República, no Centro do Rio. Depois de dois anos sem comemorações, os devotos puderam, enfim, retornar ao local no feriado: os católicos para homenagear o santo e os seguidores de religiões de matrizes africanas para cultuar Ogum. Por causa dos desfiles das escolas de samba, a tradicional missa ainda não será realizada, mas isso não impediu que dezenas de pessoas passassem por lá, na manhã deste sábado, dia 23.

A dona de casa Graça Sampaio, de 67 anos, é uma das fiéis que aproveitou para passar na igreja hoje e fazer agradecimentos.

— Eu amo de paixão meu São Jorge. Ele é tudo pra mim. Já recebi muita graça por ele. Sempre que tem evento aqui eu venho, só não vim antes por causa da pandemia - conta.

A manicure Marcilene Rodrigues, de 27 anos, estava acompanhada de duas vizinhas. Ela saiu de Engenheiro Pedreira, em Japeri, para acender vela para São Jorge.

— Eu sou devota. Tudo que eu peço a ele, eu alcanço. Vim agradecer pela saúde do meu cunhado, do meu filho - afirma ela, que disse que o cunhado teve leucemia.

O taxista Venceslau Albuquerque, de 52 anos, não esconde sua devoção ao santo guerreiro e tem sua fé tatuada na pele.

— Ele representa tudo na minha vida. Dedicação, adoração, tudo e eu venho sempre agradecer, pelos meus clientes, minha família. E pedir saúde pra que essa pandemia vá embora e volte a normalidade - diz o devoto, segundo uma espada de São Jorge.

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