Messi, Garrincha, Tévez: assim como Fábio no Cruzeiro, relembre ídolos que tiveram saídas conturbadas de seus clubes

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No mundo das artes, nem todas as grandes histórias têm os finais mais felizes, e isso se aplica também ao futebol. A saída conturbada do goleiro Fábio do Cruzeiro, anunciada na quarta-feira, é mais um dos vários episódios em que ídolos não conseguem colocar o ponto final da forma desejada em suas trajetórias nos clubes.

Messi é o exemplo mais recente de despedida agridoce, quando deixou o Barcelona por problemas financeiros envolvendo o clube espanhol, mesmo após ter oferecido a redução de seus vencimentos. Nas páginas históricas do futebol, até mesmo Mané Garrincha já passou pela experiência, quando deixou o Botafogo em 1965.

Confira lista de despedidas conturbadas de ídolos do passado e do presente do futebol brasileiro e da Europa:

A relação do craque com o Botafogo já vinha desgastada pela agitada vida pessoal e pelo comportamento errático de Mané, que já lutava contra o alcoolismo. Uma delicada cirurgia nos joelhos em 1964 ajudou a abreviar ainda mais a passagem do ídolo pelo clube da estrela solitária. Desfizeram a relação de forma inesperada no ano seguinte. Garrincha seguiu para o Corinthians.

No mesmo ano, outro ídolo do clube, Didi, encerrou sua terceira e última passagem pelo alvinegro.

O atacante já era um dos atletas favoritos da torcida do Flamengo quando acertou uma polêmica transferência ao arquirrival Vasco. Campeão carioca em 1986 e brasileiro em 1987 pelo rubro-negro, Bebeto não chegou a um acordo com o rubro-negro e acabou aceitando a proposta do cruz-maltino, para a ira de torcedores e dirigentes da época. Depois de brilhar na campanha do tetra, em 1994, ele ainda vestiria brevemente a camisa do Flamengo novamente, em 1996.

Bicampeão espanhol pelo Barcelona, o português foi uma das primeiras contratações da era dos "galáticos" no Real Madrid. A troca entre os rivais em 2000 nunca foi bem vista pelos torcedores blaugranas, naturalmente, e Figo é odiado até os dias de hoje na Catalunha. A transferência movimentou 60 milhões de euros, um valor assombroso para a época.

Campeão brasileiro em 2005 com o Corinthians, Tévez não viveu o melhor dos pontos finais em sua passagem pelo Timão. Em 2006, o mau momento da equipe fez a relação entre o atacante e a torcida azedar dentro e fora de campo. O carro do jogador chegou a ser alvo de torcedores após uma comemoração pedindo silêncio numa partida contra o Fortaleza. O argentino acabou rumando ao West Ham, da Inglaterra.

O italiano viveu um longo período conflituoso com a Roma, clube do qual é ídolo. Depois de recusar por anos propostas de gigantes europeus para permanecer na equipe italiana, o atacante se viu numa sinuca de bico ao não conseguir a renovação de contrato em 2017. Aos 40 anos, aposentou-se apenas com a Roma no currículo e assumiu um cargo na direção. Mas não durou muito tempo: em 2019, deixou de vez o clube, acusando os proprietários norte-americanos de o deixarem de lado nas decisões.

Em julho do ano passado, o Real Madrid colocou um ponto final inesperado na história com Sergio Ramos. Após 16 anos, cinco títulos espanhois e quatro da Champions, o clube não renovou o contrato do icônico capitão, numa negociação que virou novela entre clube e jogador. Na reta final da carreira, Ramos acertaria com o PSG.

O caso do zagueiro foi mais um de uma série de despedidas confusas e turbulentas no Bernabéu, como nos casos de Casillas, Raul e até de Cristiano Ronaldo.

Se o Real Madrid chocou o futebol mundial no ano passado, o Barcelona não fez por menos: o clube anunciou a saída de ninguém menos que Lionel Messi em agosto. Sete vezes ganhador da Bola de Ouro, maior jogador da história do clube e multi-campeão com a camisa azul-grená, o argentino foi vítima da grave crise financeira no Camp Nou. A entrevista coletiva de despedida foi marcada por forte emoção e Messi acabou se juntando a Ramos no PSG.

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