Messina prega 'Crivella não' e diz que prefeito criticava Bolsonaro e defendia Alckmin

Paulo Cappelli
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RIO - Candidato a prefeito pelo MDB no primeiro turno, Paulo Messina afirmou nesta quinta-feira (19) que o partido vai liberar seus filiados para ficarem neutros ou fazerem campanha para Eduardo Paes (DEM), mas que ele, Messina, não apoiará nenhum canddiato e defenderá o "Crivella não", a exemplo da postura adotada pelo PSOL.

No vídeo, Messina afirma que o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) é "mentiroso", por ter falado supostas inverdades durante a campanha relacionadas a temas como Saúde e Educação. Messina também criticou Crivella por, segundo o vereador, passar a adotar um "discurso de ódio", "radical", que não era inerente ao prefeito. Segundo Messina, durante reuniões internas em 2018, o prefeito chegou a criticar o presidente Jair Bolsonaro - hoje o principal apoiador de Crivella - para elogiar o então candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin.

— O governo Crivella prefere reformar pracinha de campo de futebol do que escolas. Crivella mente. Disse na CNN que tinha migrado todos os diretores (de escolas) para 40 horas. Isso é mentira. Os diretores continuam ganhando uma miséria. Ontem, gritou destemperado dizendo que tinha pago as OSs. Crivella é mestre nisso: não tem dinheiro, não paga e joga a culpa. Não é de confiança — disse Messina, em trecho de seu vídeo.

O GLOBO procurou a assessoria de imprensa de Crivella para saber se o prefeito pretende se posicionar sobre o assunto, mas ainda não obteve retorno.