Meta segue os passos do Twitter? Dona do Facebook deve anunciar demissões

A Meta, dona do Instagram e Facebook, está planejando iniciar demissões em larga escala esta semana, informou o Wall Street Journal. Esse pode ser o maior corte de empregos diante de uma onda recente de demissões no setor de tecnologia, após o rápido crescimento da área na pandemia.

O Twitter cortou quase 3.700 posições na semana passada, depois que Elon Musk completou sua aquisição de US$ 44 bilhões da plataforma de mídia social. A empresa de carona Lyft Inc. e a fabricante de discos rígidos Seagate Technology Holdings Plc. também anunciaram planos de redução do efetivo.

Reajuste: Governo Lula deve propor salário mínimo de cerca de R$ 1.320 para 2023, diz Wellington Dias

À espera do novo Fies: Mercado prevê virada para grupos de ensino superior privado

No fim de setembro, a Meta relatou ter mais de 87 mil funcionários. Os cortes devem ocorrer na quarta-feira. Não se sabe ao certo quantos serão dispensados. Porém, alguns chefes já ordenaram que seus subordinados cancelem viagens não essenciais.

Entre julho e setembro, a receita da companhia caiu 4%, em relação ao mesmo período do ano passado, totalizando US$ 27,71 bilhões. O lucro líquido sofreu redução de 52%, para US$ 4,39 bilhões, à medida que Mark Zuckerberg investe fortemente no desenvolvimento do Metaverso. Só neste ano, as ações da Meta já caíram mais de 70%.

Twitter: Ministro francês diz que não vai pagar para ter o selo azul de verificação de conta

“Prevemos que as perdas do Reality Labs em 2023 crescerão significativamente ano a ano”, disse a empresa na ocasião, em referência à divisão da empresa responsável pelo desenvolvimento dos óculos de realidade virtual da Meta.

Segundo relatos publicados na imprensa americana, recentemente, os funcionários do Facebook teriam sido instruídos a se esforçarem 200%, e equipes inteiras foram transferidas de função em meio à reorganização em andamento. Trabalhadores temem que a folha de pagamento seja enxugada em ao menos 20% para 2023.