Metade das vítimas de fraude admitem que já praticaram atos ilícitos

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  • 50% das vítimas de fraude no país nos últimos 12 meses admitem já terem praticado atos ilícitos;

  • Fraude mais comum foi utilizar o chamado "gato" de TV por assinatura, banda larga, luz e telefone;

  • Pesquisa foi feita entre pessoas que sofreram algum tipo de fraude nos últimos 12 meses;

Cerca de 50% dos brasileiros que foram vítimas de fraudes nos últimos 12 meses, admitem que já praticaram algum ato ilícito, seja contra empresas, pessoas ou o governo. Foi o que revelou a pesquisa nesta quarta-feira (3), produzida pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), e divulgada pela CNN Brasil.

A pesquisa também revelou que entre as pessoas que sofreram algum tipo de fraude nos últimos meses, 20% delas assumem que praticaram algum tipo de ato ilícito para tirar vantagem financeira. Segundo o levantamento, dentre esses 20%, a fraude mais comum foi a utilização de serviços de forma irregular, incluindo o uso de “gato” em serviços de TV por assinatura, internet banda larga, luz e telefone, citada por 24% dos entrevistados. 

Furto de produtos em lojas e a falsificação de comprovante de renda também estão entre as estratégias utilizadas pelas pessoas com o intuito de ter vantagem financeira. O segundo colocado na lista foi o de mentir o preço de determinado produto com o intuito de pagar mais barato, citado por 15% dos entrevistados, e completando o nada honroso pódio, está a fraude de consumir mercadorias dentro da loja e não pagar pelo produto, com 14%.

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A pesquisa comprovou que não apenas empresas e pessoas são prejudicadas com essas atitudes. As tentativas de fraude contra o governo foram admitidas por 9% dos entrevistados. Entre esses, 39% admitiram a não declaração de posse de algum bem e 33% confessaram a obtenção de recibos falsos para abatimento de imposto de renda, com aumento de 9 pontos percentuais em relação a 2019.

Para o presidente da CNDL, José César da Costa, os consumidores precisam ter consciência de que, ao cometer ações ilícitas, trazem prejuízos à toda a sociedade. “Todos perdem com a corrupção e com as tentativas de levar vantagens indevidas. Ao cometer um ato ilícito, o consumidor não prejudica somente aquela empresa, mas toda a população que em algum momento será onerada com taxas e serviços mais caros”, destacou à pesquisa reproduzida pela CNN Brasil.

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