Metade dos hospitais privados de SP têm exame de Covid só para mais 7 dias

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*** FOTO DE ARQUIVO *** FERNÃO, SP, 24.06.2021 - A cidade de Fernão no interior de São Paulo, com aproximadamente 1700 habitantes é a única no estado que não apresenta casos de morte por covid mesmo após mais de um ano de pandemia. Rodrigo De Souza Almeida, 39 anos durante teste rápido PCR para diagnosticar covid-19 após ser orientado a comparecer na unidade de saúde pois a esposa foi positivada. para almeida realizar o exame é importante para precaução e tirar dúvidas se também foi contaminado. (Foto: Rubens Cardia/Folhapress)
*** FOTO DE ARQUIVO *** FERNÃO, SP, 24.06.2021 - A cidade de Fernão no interior de São Paulo, com aproximadamente 1700 habitantes é a única no estado que não apresenta casos de morte por covid mesmo após mais de um ano de pandemia. Rodrigo De Souza Almeida, 39 anos durante teste rápido PCR para diagnosticar covid-19 após ser orientado a comparecer na unidade de saúde pois a esposa foi positivada. para almeida realizar o exame é importante para precaução e tirar dúvidas se também foi contaminado. (Foto: Rubens Cardia/Folhapress)

FLORIANÓPOLIS, SC (FOLHAPRESS) - Em meio à alta de casos de Covid e de influenza no Brasil, hospitais e clínicas particulares do estado de São Paulo estão com poucos testes para detectar essas doenças e enfrentam problemas para repor os estoques.

De acordo com levantamento do SindHosp (Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios de São Paulo), diante da demanda atual, 55% das instituições particulares têm exames o suficiente para até sete dias, e 16% indicam que o estoque pode acabar no prazo de 8 a 14 dias.

O relatório do SindHosp, que reuniu dados de 111 estabelecimentos, aponta ainda que 88% estão com dificuldades para repor o estoque de testes de Covid e de influenza.

Entre as instituições, 99% afirmam que, nos últimos 15 dias, houve aumento de testagem de coronavírus e 92%, na busca por teste de influenza. Laboratórios da região de Jacareí e São José do Rio Preto relatam aumento de 501% a 1.000% na testagem de Covid.

Segundo o relatório do SindHosp, adultos de 30 a 50 anos são os que mais recebem diagnóstico positivo de Covid. Na sequência vem a faixa etária de 51 a 59 anos e, depois, de 19 a 29 anos.

O levantamento também aponta que 79% dos estabelecimentos particulares paulistas encontraram casos de "flurona" (coinfecção de influenza e Covid).

A alta demanda por exames impacta a detecção de coronavírus no país. Segundo pesquisa Datafolha, 8,1 milhões de brasileiros dizem que não conseguiram encontrar testes para a doença em farmácias ou unidades de saúde nos últimos 30 dias.

O risco de desabastecimento de testes de Covid acontece no momento em que há projeção de uma escalada de casos, com estimativas de que o Brasil possa chegar a ter 1,3 milhão de infecções por dia.

De acordo com pesquisa do Datafolha, 1 em cada 4 brasileiros com 16 ou mais anos de idade diz ter recebido diagnóstico positivo de Covid desde o início da pandemia, o que representa cerca de 42 milhões de pessoas infectadas.

A Abramed (Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica), na última semana, recomendou aos laboratórios que priorizem a testagem em pacientes com sintomas mais graves.

Neste sábado (15), a Prefeitura de São Paulo passou a limitar a realização de testes RT-PCR e de antígeno para a Covid-19 e para a gripe a pessoas em condições de risco.

Levantamento feito pela Folha de S.Paulo já havia mostrado que, mesmo em farmácias, há fila de espera de até cinco dias para a testagem.

A falta de testes faz com que o país tenha um apagão de dados sobre a Covid, o que impede saber o tamanho da onda de contaminações impulsionada pela variante ômicron atualmente.

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